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Cesta básica tem queda de 1,48% em janeiro e amplia poder de compra em Dourados

Redução no custo dos alimentos alivia orçamento, mas gasto ainda consome mais de 40% do salário mínimo

Por Bebel Marinho

O preço da cesta básica em Dourados apresentou queda de 1,48% em janeiro, segundo levantamento do Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados, desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Face/UFGD. A redução representa um alívio no orçamento das famílias e um leve aumento no poder de compra do trabalhador, embora os gastos com alimentação ainda comprometam uma parcela significativa da renda mensal.

O estudo aponta que, no primeiro mês do ano, o douradense desembolsou, em média, R$ 699,79 para adquirir os 13 itens que compõem a cesta básica, valor inferior aos R$ 710,30 registrados em dezembro. Mesmo com a queda, o custo equivale a 43,17% do salário mínimo vigente, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de 6,76%.

Entre os produtos que tiveram alta de preços em janeiro, destacam-se arroz (10,49%), farinha de trigo (7,33%), carne (2,66%), pão francês (1,63%), café em pó (1,63%), margarina (0,45%) e batata (0,18%). Já os itens que contribuíram para a redução do valor final foram tomate (-17,52%), banana (-13,13%), óleo de soja (-10,17%), açúcar (-5,66%), leite (-1,33%) e feijão (-0,88%).

Para o cálculo, o projeto segue a mesma metodologia do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), conforme determina a Lei nº 399, que define os critérios para a composição do salário mínimo. Apesar do reajuste salarial contribuir para ampliar o poder de compra, o estudo ressalta que o valor ainda é insuficiente frente às necessidades das famílias.

O levantamento revela que são necessárias 94 horas e 58 minutos de trabalho apenas para custear a alimentação básica mensal. Embora o valor em Dourados seja inferior ao registrado em Campo Grande, onde a cesta básica fechou 2025 em R$ 775,90, o impacto no orçamento continua elevado.

A Constituição Federal estabelece que o salário mínimo deve ser capaz de cobrir despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer. No entanto, segundo estimativa do Dieese, para atender plenamente a essas necessidades, a renda mensal do trabalhador deveria ser de, pelo menos, R$ 7.106,83, quase cinco vezes o valor atual.

Como orientação para reduzir gastos, o projeto destaca a importância de pesquisar preços antes das compras. Em janeiro, a diferença entre supermercados chegou a 11,66%, o que pode gerar uma economia de até R$ 87,86 para o consumidor. A recomendação é acompanhar a pesquisa do Procon, que detalha os valores praticados em cada estabelecimento do município.

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