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Caso Vanessa Ricarte: interrogatório de réu por feminicídio é adiado após um ano do crime

Audiência na 1ª Vara do Tribunal do Júri foi suspensa por falta de relatório de quebra de sigilo telefônico do acusado; nova data ainda será definida

Da Redação

Foi adiado nesta segunda-feira (9) o interrogatório de Caio Nascimento, réu acusado pelo feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, em Campo Grande. A decisão ocorreu durante a segunda audiência de instrução e julgamento do caso, realizada de portas fechadas na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

O depoimento do acusado estava previsto para ocorrer nesta etapa do processo, mas acabou suspenso devido à ausência do relatório de quebra de sigilo telefônico, que inclui a extração de conversas do aplicativo WhatsApp do réu.

Segundo a defesa, o interrogatório não poderia ser realizado sem que os advogados tivessem acesso aos dados do celular apreendido.

O advogado Renato Franco afirmou que a defesa estava preparada para o depoimento do acusado, mas que a ausência do relatório inviabilizou o procedimento.

“O interrogatório estava previsto, já que ele tem direito de ser ouvido por último. Porém, ainda falta o relatório de extração do aparelho celular”, explicou.

Agora, a Justiça deverá marcar uma terceira audiência para ouvir o réu, o que depende da conclusão do relatório elaborado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A expectativa é que o documento seja entregue em um prazo estimado entre cinco e dez dias.

Crime completou um ano em fevereiro

O feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte completou um ano no dia 12 de fevereiro. O caso ocorreu em 2025 e teve grande repercussão nacional.

Vanessa era servidora pública do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS). Ela foi atacada a facadas dentro da própria residência, no bairro São Francisco, em Campo Grande.

De acordo com a investigação, a jornalista foi atingida três vezes na região do tórax e levada em estado gravíssimo para a Santa Casa, onde morreu horas depois.

Crime ocorreu após pedido de medida protetiva

No dia do crime, Vanessa havia procurado a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) durante a madrugada para registrar um boletim de ocorrência por agressão contra o então companheiro e solicitar uma medida protetiva de urgência.

A jornalista foi acompanhada por um amigo durante o registro da ocorrência.

Mais tarde, no período da tarde, ela retornou à residência para buscar pertences pessoais. Segundo a investigação, o acusado estava no local e atacou a vítima com facadas.

Na ocasião, ele teria demonstrado aparente tranquilidade e afirmado que aceitava o fim do relacionamento antes de cometer o crime.

Caso ganhou repercussão após divulgação de áudios

A investigação ganhou repercussão após a divulgação de áudios gravados por Vanessa poucas horas antes de morrer. Nas gravações, a jornalista relatava insatisfação com o atendimento recebido ao buscar ajuda para denunciar a violência.

As gravações mencionam o atendimento prestado na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, e passaram a integrar o debate público sobre a rede de proteção a mulheres vítimas de violência.

Processo teve recursos que prolongaram tramitação

Em fevereiro deste ano, próximo à data em que o crime completou um ano, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) informou que o processo passou por diversas etapas legais e recursos apresentados pelas partes.

Segundo o tribunal, a tramitação inclui fases como apresentação de defesa, audiências e análise de pedidos judiciais.

A Justiça informou que a interposição de recursos ao longo do processo contribuiu para o prolongamento da tramitação.

Onde buscar ajuda em casos de violência

Em Campo Grande, mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá. O local funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

No espaço funcionam diversos serviços integrados, como Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Vara de Medidas Protetivas, atendimento social e psicológico, alojamento emergencial, brinquedoteca para crianças e patrulha da Guarda Municipal.

Também é possível solicitar apoio pelo telefone 153.

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