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Câmara retoma sessão após retirada forçada de Glauber Braga; tensão cresce antes de debate sobre penas do 8 de janeiro

Parlamentar do PSOL foi removido por policiais legislativos durante protesto; sessão seguiu com votação do CAR enquanto clima político permanece acirrado

Por Karol Peralta

A Câmara dos Deputados retomou os trabalhos nesta terça-feira (9) após a retirada à força do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da cadeira da presidência, durante um protesto que interrompeu a sessão. A crise ocorre no mesmo dia em que deve ser debatido o projeto que trata da dosimetria das penas dos condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A sessão da Câmara dos Deputados foi marcada por tensão após a retirada coercitiva do deputado Glauber Braga, que ocupava a cadeira da presidência em sinal de protesto. Ele foi removido por agentes da Polícia Legislativa Federal, gerando interrupção nos trabalhos. Minutos depois, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), retomou a condução dos debates e iniciou a votação de um projeto ligado ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), numa tentativa de amenizar os ânimos antes da discussão sobre a dosimetria das penas dos envolvidos no 8 de janeiro.

Sentado novamente à cadeira da presidência, Motta fez um pronunciamento duro em plenário. Ele afirmou que nenhum parlamentar pode transformar o posto em instrumento de “intimidação, espetáculo ou desordem”, destacando que a autoridade da cadeira pertence “à República, à democracia e ao povo brasileiro”.

Segundo ele, o presidente da Câmara não é responsável pelos atos que levaram a cassações recentes, mas é responsável por garantir “o rito, a ordem e o respeito à instituição”. Motta também disse ter determinado a apuração de possíveis abusos cometidos contra jornalistas.

Durante a ocupação da cadeira por Braga, o sinal da TV Câmara foi cortado e profissionais da imprensa foram retirados do plenário. Há relatos de que alguns teriam sido agredidos por policiais legislativos, o que motivou críticas de entidades jornalísticas.

Após ser removido, Braga apareceu no Salão Verde, com a roupa rasgada, acompanhado de parlamentares governistas. Em declaração à imprensa, criticou Hugo Motta e comparou sua retirada ao tratamento dado a opositores que ocuparam a Mesa Diretora em agosto.

“Aqueles que ficaram 48 horas receberam docilidade; comigo foram poucas horas e já veio a porrada”, disse. Ele afirmou que a votação sobre sua possível cassação ocorre paralelamente ao interesse de parte da Casa em aprovar uma proposta que pode reduzir a pena de Jair Bolsonaro para aproximadamente dois anos.

A ocupação de Braga começou em protesto ao anúncio de que o pedido de sua cassação seria levado ao plenário, juntamente com os processos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ) — ambos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), embora por motivos distintos. Braga pode perder o mandato após ter atingido com um chute um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) no ano passado.

A oposição, por sua vez, argumenta que a Casa deveria debater paralelamente a situação de Eduardo Bolsonaro, que pode manter os direitos políticos mesmo em caso de desligamento por faltas.

Com a sessão retomada, o ambiente político segue tenso enquanto parlamentares aguardam a entrada em pauta do projeto relativo à dosimetria das penas do 8 de janeiro, tema que deve movimentar fortemente o plenário ao longo do dia.

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