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Brasil registra queda da SRAG em 2026 e endurece regras para entrada de produtos agropecuários

Boletim da Fiocruz aponta redução dos casos graves respiratórios, enquanto novas normas miram segurança sanitária nas fronteiras

Por Karol Peralta

O início de 2026 trouxe dois alertas importantes na área da saúde pública e da vigilância sanitária. Enquanto o primeiro boletim InfoGripe do ano, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, aponta queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país, o governo federal anunciou novas regras para o transporte de produtos agropecuários em bagagens de viagens internacionais, com o objetivo de reduzir riscos de pragas e doenças.


Casos de SRAG entram em trajetória de queda

De acordo com a Fiocruz, o número de casos de SRAG apresenta tendência de redução tanto no curto quanto no longo prazo, e quase todos os estados e capitais brasileiras estão fora dos níveis de alerta, risco ou alto risco.

Apesar do cenário mais favorável, o ano de 2025 terminou com 13.678 mortes causadas por síndrome respiratória grave no país, evidenciando o impacto contínuo das doenças respiratórias.

Nas últimas oito semanas analisadas, o padrão se manteve: a incidência é maior entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade segue concentrada principalmente entre idosos, considerados os grupos mais vulneráveis.

Vírus respiratórios em circulação

O boletim aponta que, além da influenza e da Covid-19, o impacto recente dos casos de SRAG está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus, sobretudo entre crianças. A Fiocruz ressalta que os dados ainda estão sujeitos a atualização, por se tratarem das quatro últimas semanas epidemiológicas.

Em 2025, entre os óbitos com confirmação laboratorial, 47,8% foram causados por influenza A, 24,7% por Sars-CoV-2, 14,9% por rinovírus, 10,8% por vírus sincicial respiratório e 1,8% por influenza B.


Governo atualiza regras para entrada de produtos agropecuários

Paralelamente ao monitoramento da saúde, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou novas regras para o transporte de produtos agropecuários em bagagens de viajantes, válidas a partir de 4 de fevereiro. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União e busca impedir a entrada de pragas e agentes causadores de doenças que possam ameaçar o meio ambiente, a agropecuária e a saúde pública.

A fiscalização será feita pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, responsável por avaliar o risco sanitário dos itens transportados.

O que pode ser fiscalizado

Entre os produtos sujeitos à inspeção estão animais, vegetais, alimentos, bebidas, fertilizantes, agrotóxicos, produtos veterinários, materiais genéticos, madeira, além de biofertilizantes e inoculantes. A lista pode ser atualizada a qualquer momento, conforme eventos sanitários e mudanças nos procedimentos aduaneiros.

Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária, as novas regras ampliam a previsibilidade para o viajante e reduzem o risco de introdução de doenças zoofitossanitárias no país.

Declaração e descarte obrigatório

Viajantes que transportarem produtos sujeitos à autorização deverão preencher uma declaração eletrônica, informando origem, quantidade, tipo de item e dados pessoais. Produtos proibidos devem ser descartados voluntariamente em recipientes apropriados antes do controle aduaneiro ou declarados na e-DBV, com apresentação obrigatória ao Vigiagro.

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