PNAD Contínua mostra recorde na população ocupada, queda no desalento e menor índice desde 2012 em 20 estados

Da Redação
Desemprego atinge menor nível da série histórica
O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O índice caiu para 5,6%, abaixo dos 6,6% registrados em 2024, até então o menor patamar.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre de 2025, a taxa ficou em 5,1%, recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024.
Além do resultado nacional, 20 das 27 unidades da federação também registraram a menor taxa anual de desocupação da série histórica.
Comparação com anos anteriores
O recuo se destaca quando comparado a períodos anteriores. Entre 2015 e 2017, a média anual foi de 11%. Já entre 2019 e 2021, período impactado pela pandemia de Covid-19, a média subiu para 13,1%. No triênio 2023-2025, o índice médio anual ficou em 6,6%.
Estados com menores e maiores taxas
As menores taxas anuais foram registradas em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Já as maiores ficaram com Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%).
Regionalmente, houve queda na desocupação no Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A região Norte apresentou estabilidade.
Recorde de população ocupada
A população ocupada atingiu 103 milhões de pessoas em 2025, o maior contingente da série histórica. Já o número de desocupados ficou em cerca de 6,2 milhões, aproximadamente 1 milhão a menos do que em 2024.
O nível de ocupação chegou a 59,1%, também recorde da série. Os maiores percentuais foram observados em Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%).
Rendimento e desigualdades
O rendimento real habitual anual alcançou R$ 3.560. Os maiores valores médios foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores ficaram com Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 4,2% entre homens e 6,2% entre mulheres. Por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional para brancos (4,0%) e acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%).
Entre os níveis de escolaridade, a maior taxa foi observada entre pessoas com ensino médio incompleto (8,7%). Para quem tem ensino superior completo, o índice foi de 2,7%.
Informalidade, subutilização e desalento
A taxa anual de informalidade ficou em 38,1% da população ocupada. Já a subutilização atingiu 14,5%. O desalento foi estimado em 2,6% no país.
Santa Catarina apresentou os menores índices de subutilização (4,6%) e desalento (0,3%), enquanto o Maranhão registrou as maiores taxas nesses indicadores.
Sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento de monitoramento do mercado de trabalho no Brasil. A amostra trimestral abrange cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.





