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Brasil e Coreia do Sul assinam acordo para ampliar comércio e integração produtiva

Parceria firmada durante visita de Lula a Seul prevê cooperação industrial, inovação, minerais críticos e fortalecimento das cadeias globais de valor

Da Redação

Brasil e Coreia do Sul assinaram, nesta segunda-feira (23), um Acordo sobre Comércio e Integração Produtiva com o objetivo de ampliar as relações econômicas bilaterais e fortalecer a cooperação industrial entre os dois países. A assinatura ocorreu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Seul.

O instrumento foi formalizado pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e estabelece um marco institucional permanente para impulsionar o comércio, a integração produtiva e parcerias em áreas estratégicas.

Foco em inovação e agregação de valor

O acordo prevê cooperação em setores como indústria, agricultura e tecnologia, além de integração e resiliência de cadeias de valor, inclusive em minerais críticos. Também estão contempladas manufatura avançada, tecnologias do futuro, economia digital, economia verde e bioeconomia.

O texto inclui ainda iniciativas para facilitar comércio e investimentos e fortalecer medidas sanitárias e fitossanitárias aplicadas ao comércio agrícola.

A iniciativa é considerada um passo adicional rumo a uma possível ampliação das negociações entre o Mercosul e a Coreia do Sul.

Comissão bilateral acompanhará ações

Para implementar as medidas previstas, o acordo institui a Comissão Bilateral de Relações Econômicas e Comerciais. Do lado brasileiro, a coordenação ficará a cargo do MDIC e do Ministério das Relações Exteriores. A comissão poderá criar grupos de trabalho temáticos, com participação do setor privado.

Durante o Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul, representantes do governo brasileiro destacaram que a expansão sustentável do comércio exterior depende de políticas industriais estruturadas e integração às cadeias globais de valor.

Segundo integrantes da comitiva, a estratégia brasileira busca ampliar a produção de maior valor agregado e estimular a internalização de tecnologia, reduzindo a dependência de exportações concentradas em commodities.

Comércio bilateral soma US$ 11 bilhões

Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Coreia do Sul alcançou cerca de US$ 11 bilhões, com fluxo equilibrado entre exportações e importações.

As exportações brasileiras, que somaram aproximadamente US$ 5,5 bilhões, foram concentradas em combustíveis minerais — especialmente petróleo —, minério de ferro, celulose e produtos do agronegócio, como soja e carnes.

Já as importações vindas da Coreia do Sul, também na faixa de US$ 5,5 bilhões, foram compostas principalmente por bens manufaturados de maior intensidade tecnológica, como automóveis e autopeças, máquinas e equipamentos, semicondutores, produtos siderúrgicos, químicos e farmacêuticos.

O novo acordo busca ampliar essa pauta comercial, com maior diversificação e integração produtiva entre os dois países.

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