Aneel mantém cobrança extra diante do baixo volume de chuvas e necessidade de acionar termelétricas

Por Karol Peralta
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter, para o mês de novembro, a bandeira vermelha patamar 1, o que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz. A medida reflete o baixo nível dos reservatórios e a maior dependência de usinas termelétricas, que possuem custo mais alto.
A bandeira tarifária, criada para indicar o custo real da geração de energia no país, havia chegado ao patamar 2 em agosto e setembro, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh, e foi reduzida para o patamar 1 em outubro. Agora, a Aneel optou por manter o nível, sinalizando que o cenário hídrico segue desfavorável.
Segundo a agência, o período de chuvas abaixo da média comprometeu a capacidade de geração hidrelétrica, elevando a necessidade de acionamento das termelétricas, que encarecem a tarifa. A Aneel destacou ainda que a energia solar, usada como reforço na matriz, é intermitente e não garante abastecimento contínuo.
“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica (…). Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado”, informou a reguladora.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica os custos variáveis de geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). Na bandeira verde, não há cobrança extra. Nas bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, a tarifa sofre acréscimos proporcionais ao custo da geração.





