Exportações somam US$ 6,5 bilhões no período, enquanto importações chegam a US$ 6 bilhões; agropecuária puxa alta nas vendas externas

Por Karol Peralta
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 0,5 bilhão na 2ª semana de novembro de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC). No período, as exportações somaram US$ 6,5 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 6 bilhões, movimentando uma corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões.
Brasil acumula US$ 54,6 bilhões de superávit no ano
O resultado semanal reforça o desempenho positivo do comércio exterior em 2025. No acumulado do ano, o país contabiliza US$ 304,049 bilhões em exportações e US$ 249,373 bilhões em importações, o que representa um superávit de US$ 54,677 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões.
No mês de novembro, até a segunda semana, as exportações totalizam US$ 14,3 bilhões e as importações US$ 12 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 2,3 bilhões.
Exportações recuam 2,3% na comparação mensal; importações sobem 8,3%
Comparando a média diária de exportações até a 2ª semana de novembro de 2025 (US$ 1,432 bilhão) com a de novembro de 2024 (US$ 1,466 bilhão), houve queda de 2,3%.
Já as importações registraram alta de 8,3% na mesma base de comparação, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
A corrente de comércio, pela média diária, chegou a US$ 2,635 bilhões no período, avanço de 2,3% ante novembro de 2024.
Agropecuária avança 34,3%; indústria extrativa cai
O desempenho dos setores exportadores até a 2ª semana de novembro mostra movimentos distintos:
- Agropecuária: alta de 34,3% (+US$ 80,96 milhões)
- Indústria Extrativa: queda de 27,4% (–US$ 109,46 milhões)
- Indústria de Transformação: recuo de 0,5% (–US$ 4,13 milhões)
Nas importações, também pela média diária:
- Agropecuária: alta de 0,4% (+US$ 0,09 milhão)
- Indústria Extrativa: crescimento de 6,9% (+US$ 4,28 milhões)
- Indústria de Transformação: aumento de 8,7% (+US$ 88,27 milhões)
Os dados reforçam a força da agropecuária nas exportações e a expansão da indústria de transformação no lado das importações.





