Levantamento do Datafolha indica aumento da aprovação à redução da jornada semanal; proposta está em debate no Congresso Nacional do Brasil

Da Redação
Pesquisa divulgada neste domingo pelo Datafolha indica que 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um. Outros 27% se posicionaram contra a redução da jornada, enquanto 3% não opinaram.
O levantamento mostra aumento do apoio em relação ao fim de 2024, quando 64% da população se declarava favorável à mudança e 33% eram contrários.
A discussão sobre o modelo de jornada ocorre no Congresso Nacional do Brasil por meio de propostas de emenda à Constituição que sugerem reduzir a carga semanal de trabalho de 40 para 36 horas.
Diferenças entre perfis de trabalhadores
Os dados da pesquisa também apontam diferenças de opinião conforme o perfil dos trabalhadores.
Entre aqueles que trabalham seis dias ou mais por semana, 68% apoiam o fim da escala 6×1. Já entre quem trabalha até cinco dias semanais, o apoio chega a 76%.
A diferença pode estar relacionada ao perfil profissional de cada grupo. No segmento que declara trabalhar mais dias por semana, há maior presença de empresários e trabalhadores autônomos, para os quais uma jornada maior pode significar aumento de renda.
Por outro lado, entre os que trabalham até cinco dias, há maior presença de servidores públicos, cuja remuneração geralmente não está diretamente vinculada ao número de dias trabalhados.
Debate político e econômico
O tema ganhou destaque no debate político recente e passou a integrar propostas discutidas no Congresso sobre mudanças na legislação trabalhista.
A redução da jornada também aparece como uma das pautas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate público.
Enquanto parte dos defensores argumenta que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, estudos e pesquisas realizadas por setores empresariais apontam possíveis impactos econômicos, como aumento de custos para empresas e mudanças na dinâmica do mercado de trabalho.
O tema segue em análise no Legislativo e pode avançar nos próximos meses conforme o andamento das propostas em tramitação.





