Recuperação ambiental avança na Bacia do Taquari e mobiliza mais de 500 estudantes em MS

Projeto Caminhos das Nascentes atua contra erosão e assoreamento no norte de Mato Grosso do Sul com recuperação de áreas degradadas e educação ambiental

Da Redação

Em meio aos desafios ambientais enfrentados pela Bacia do Rio Taquari, no norte de Mato Grosso do Sul, um projeto de recuperação ecológica tem avançado sobre áreas atingidas por erosão e assoreamento. A iniciativa Caminhos das Nascentes, coordenada pelo Instituto Taquari Vivo em parceria com a FUNBIO, concentra ações no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT) e no Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim.

A proposta prevê a recuperação de 378 hectares em dois anos, com meta anual de aproximadamente 190 hectares restaurados. Do total previsto, 250 hectares serão destinados à construção de terraços e barreiras alternativas para conter processos erosivos e controlar o escoamento das águas pluviais. Outros 120 hectares recebem cobertura vegetal com espécies nativas do Cerrado.

Além da recuperação física das áreas degradadas, o projeto também aposta na formação de consciência ambiental entre crianças e adolescentes da região. Estudantes do Ensino Fundamental participam de atividades práticas como plantio de mudas, coleta de sementes e acompanhamento do desenvolvimento da vegetação nas áreas restauradas.

Uma das ações mais recentes ocorreu em Alcinópolis, durante atividades ligadas ao “Dia da Água”. Alunos do 7º ano da Escola Estadual Romilda Costa Carneiro realizaram visita técnica à área de São Thomaz, localizada dentro do PENT. A atividade contou com apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SEMDEMA).

As mobilizações já envolveram mais de 500 estudantes em diferentes municípios da região. Em setembro, cerca de 300 alunos das escolas Municipal Miguel Antônio de Morais, Centro de Educação Infantil Brenno Crisóstomo Duarte e Escola Estadual Romilda Costa Carneiro participaram de atividades relacionadas ao “Dia do Cerrado”, no Monumento Natural Serra do Bom Jardim.

Em Costa Rica, estudantes de escolas municipais e da Escola Cívico-Militar também participaram de visitas ao Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, onde receberam orientações sobre proteção de nascentes, conservação do solo e recuperação ambiental.

Segundo a coordenadora de restauração do Instituto Taquari Vivo, Letícia Reis, o envolvimento da população local é considerado essencial para garantir a continuidade das ações ambientais na região.

“A restauração ambiental só é efetiva quando a comunidade local se torna guardiã do território. Ao envolvermos mais de 500 alunos em atividades práticas nas Unidades de Conservação, não estamos apenas ensinando teoria, estamos permitindo que eles acompanhem de perto os impactos ambientais e os resultados da recuperação das áreas degradadas”, afirmou.

Para recompor a vegetação nativa, o projeto utiliza espécies como Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês. As árvores foram selecionadas por contribuírem para a proteção do solo, recuperação da biodiversidade e estabilidade hídrica da região.

O plano também prevê monitoramento contínuo das áreas restauradas, utilizando indicadores como densidade de regeneração natural e cobertura vegetal. A expectativa é que as ações contribuam para reduzir impactos ambientais históricos da Bacia do Taquari e fortalecer a preservação dos recursos hídricos no Pantanal.

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