Nova faixa do Minha Casa, Minha Vida amplia acesso à casa própria para famílias de renda intermediária

Mudanças no programa habitacional beneficiam famílias com renda de até R$ 13 mil e ampliam limite de financiamento para imóveis

Da Redação

A criação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida começou a mudar os planos de famílias que antes ficavam em uma espécie de “zona cinzenta” do financiamento imobiliário no Brasil: renda considerada alta para obter subsídios maiores, mas ainda insuficiente para encarar com tranquilidade os juros praticados no mercado tradicional.

É o caso da assistente jurídica Ananda Procópio, de Fortaleza, que sonha com o primeiro imóvel ao lado do noivo. Segundo ela, o casal já havia tentado análises de crédito anteriormente, mas esbarrava no peso da entrada e nas condições de financiamento.

“Parecia que, por ganharmos um pouco a mais, éramos penalizados com menos ajuda”, relata.

A Faixa 4 foi criada em abril de 2025 e ampliada em abril deste ano justamente para atender famílias com renda mensal entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil. A modalidade permite financiar imóveis de até R$ 600 mil.

As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentadas pelo Ministério das Cidades.

Com a atualização, o programa passou a operar com quatro faixas urbanas de renda:

  • Faixa 1: até R$ 3.200;
  • Faixa 2: entre R$ 3.200 e R$ 5 mil;
  • Faixa 3: entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil;
  • Faixa 4: entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil.

Além da criação da nova faixa, o teto dos imóveis financiados também aumentou. Na Faixa 4, o limite subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Já na Faixa 3, passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

Diferentemente das faixas de menor renda, as modalidades 3 e 4 não oferecem subsídio direto do governo. O principal atrativo está nas condições de crédito, consideradas mais acessíveis que as encontradas no mercado convencional.

Segundo as regras atuais, cotistas do FGTS enquadrados na Faixa 4 podem acessar financiamentos com taxa de juros de 10,5% ao ano, além de prazo de pagamento de até 35 anos e possibilidade de utilização do fundo para entrada, amortização ou abatimento das parcelas.

De acordo com estimativas do Ministério das Cidades, cerca de 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas pelas mudanças nas condições de financiamento. Desse total, aproximadamente 8,2 mil passam a ser atendidas diretamente pela Faixa 4.

O governo federal também avalia impacto positivo no setor da construção civil e no mercado imobiliário. Desde 2023, o programa contratou mais de 1,9 milhão de unidades habitacionais em todo o país, com investimentos superiores a R$ 300 bilhões.

A meta do governo é atingir 3 milhões de moradias contratadas até o fim de 2026.

Para o vice-presidente de Habitação em exercício da Caixa Econômica Federal, Roberto Carlos Ceratto, as alterações já provocaram aumento na procura por simulações e financiamentos habitacionais.

Segundo ele, a mudança tem impacto direto no planejamento financeiro das famílias que buscavam acesso ao primeiro imóvel.

As simulações podem ser feitas pelo aplicativo habitacional da Caixa ou diretamente nas agências bancárias.

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