Evento voltado à cadeia da carne atrai participantes de 19 estados e especialistas apontam cenário favorável para valorização da arroba

Da Redação
A 13ª edição do Confinar 2026 terminou com público recorde e discussões voltadas aos próximos movimentos da pecuária de corte no Brasil. Realizado com foco em tecnologia, gestão e mercado, o evento reuniu mais de 2 mil participantes de 19 estados brasileiros e representantes de seis países.
Além de produtores rurais, o encontro contou com especialistas, empresas do setor, pesquisadores e investidores ligados à cadeia da carne bovina. Delegações do México, Paraguai, Bolívia, Japão, Coreia do Sul e Itália participaram da programação.
Durante os dois dias de atividades, o debate central esteve voltado ao novo ciclo da pecuária e às perspectivas de valorização da arroba diante da redução da oferta de animais e do avanço das exportações brasileiras.
Mercado projeta cenário favorável para produtores
Uma das palestras mais acompanhadas do evento foi conduzida pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro.
Na análise apresentada, o especialista apontou que os indicadores atuais sugerem um ambiente mais favorável para os pecuaristas nos próximos meses, especialmente devido à menor disponibilidade de animais para abate.
Segundo Barros, o mercado passa por um movimento de retração na oferta, enquanto a demanda interna e internacional segue aquecida.
“O cenário atual combina produção menor e exportações fortes, o que reduz a disponibilidade de carne no mercado interno e tende a pressionar os preços da arroba para cima”, afirmou durante a palestra.
O economista também destacou que o consumo doméstico continua resistente, impulsionado pelo aumento do poder de compra em parte da população e pela manutenção da demanda por proteína bovina.
Evento amplia espaço para tecnologia e gestão no campo
Além das projeções econômicas, o Confinar abordou temas ligados à eficiência produtiva, integração lavoura-pecuária, gestão de custos e uso de tecnologia na produção de carne.
O pecuarista Carlos Eduardo Barbosa, de Rio Brilhante, destacou que o evento ampliou o foco técnico ao longo dos anos e passou a integrar diferentes etapas da cadeia produtiva.
Segundo ele, o encontro se consolidou como espaço estratégico para troca de experiências, formação de parcerias e atualização do setor.
Já o diretor da Beeftec, Rodrigo Spengler, afirmou que a edição de 2026 superou as expectativas ao aproximar soluções tecnológicas da realidade dos produtores rurais.
Oferta menor e exportações seguem no radar do setor
Entre os principais pontos apresentados durante o evento estão:
- previsão de redução nos abates em 2026;
- menor oferta de animais no mercado;
- avanço das exportações brasileiras de carne bovina;
- manutenção do consumo interno;
- expectativa de valorização gradual da arroba.
Especialistas avaliam que o cenário pode favorecer produtores preparados para ampliar eficiência e produtividade, principalmente em sistemas de integração e confinamento.



