Governo capacita profissionais de reabilitação para ampliar uso do paradesporto em centros especializados

Curso reúne educadores físicos de 12 estados e aposta no esporte como ferramenta de inclusão, autonomia e reabilitação de pessoas com deficiência

Da Redação

O Governo Federal iniciou uma nova etapa de capacitação voltada à inclusão de pessoas com deficiência por meio do esporte. A formação reúne profissionais de educação física de 12 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) de diferentes regiões do país e busca inserir o paradesporto como instrumento complementar nos processos de reabilitação física e social.

A atividade ocorre entre os dias 4 e 7 de maio, em Macaíba, no Rio Grande do Norte, dentro do Programa Vencer pelo Esporte, desenvolvido em parceria entre os ministérios do Esporte e da Educação, por meio do Instituto Santos Dumont.

A proposta do curso é preparar profissionais para aplicar práticas esportivas adaptadas em atendimentos multiprofissionais realizados nos CERs, integrando o esporte às estratégias de saúde, desenvolvimento motor e inclusão social.

Segundo o secretário nacional do Paradesporto, Fábio Araújo, a iniciativa amplia o acesso de pessoas com deficiência a ferramentas que podem contribuir para autonomia e qualidade de vida.

“O objetivo é criar condições para que o paradesporto seja incorporado à rotina de reabilitação, fortalecendo não apenas aspectos físicos, mas também sociais e de cidadania”, afirmou.

Formação une esporte, saúde e inclusão

A capacitação é coordenada pela professora Fabíola França, que destaca a integração entre o esporte adaptado e o atendimento multiprofissional realizado nos centros especializados.

De acordo com a coordenação, os participantes passaram por etapas anteriores de diagnóstico e seleção regional antes da formação presencial. O conteúdo aborda desde avaliação funcional até planejamento terapêutico aliado ao paradesporto.

A programação também inclui atividades relacionadas ao transtorno do espectro autista (TEA), estratégias de intervenção adaptada, práticas esportivas inclusivas e desenvolvimento de ações voltadas ao ambiente escolar e comunitário.

Curso terá etapas presenciais e acompanhamento remoto

A formação possui carga horária total de 60 horas, divididas entre atividades presenciais e acompanhamento remoto.

Na etapa presencial, os profissionais participam de aulas práticas, simulações, rodas de conversa, visitas guiadas e oficinas sobre inclusão esportiva. Já o módulo remoto será adaptado à realidade de cada região atendida, permitindo a construção de planos de ação específicos para implantação do projeto nos CERs.

Entre os critérios de avaliação estão participação nas atividades, aplicação prática do conteúdo e elaboração de um “festival da inclusão”, previsto como atividade final do programa.

A expectativa do Governo Federal é ampliar o uso do paradesporto como ferramenta permanente nos serviços públicos de reabilitação, promovendo maior acesso ao esporte para pessoas com deficiência em diferentes estados do país.

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