Dor na coluna atinge milhões no Brasil e Campo Grande amplia acesso a tratamentos modernos

Com técnicas minimamente invasivas, cidade passa a oferecer novas opções para lombalgia, hérnia de disco e outras doenças da coluna

Da Redação

A dor na coluna, tratada por especialistas como uma “epidemia silenciosa”, já afeta entre 18,5% e 23,4% da população adulta no Brasil o equivalente a mais de 27 milhões de pessoas. Além de recorrente, o problema lidera os afastamentos do trabalho e tem apresentado avanço entre públicos mais jovens.

A lombalgia, uma das manifestações mais comuns, pode atingir até 80% da população ao longo da vida. O crescimento de casos em faixas etárias mais baixas tem sido associado, principalmente, ao uso prolongado de celulares e computadores, além de hábitos posturais inadequados.

Em meio a esse cenário, Campo Grande passa a registrar uma ampliação no acesso a tratamentos especializados, com a chegada de técnicas modernas que priorizam menor invasão e recuperação mais rápida.

Entre os profissionais que atuam nessa área está o neurocirurgião Halisson Yoshinari, que destaca a mudança no perfil dos pacientes e na forma de abordagem clínica.

“A dor na coluna deixou de ser um problema restrito a pessoas mais velhas. Hoje, vemos muitos pacientes jovens com quadros importantes, muitas vezes relacionados à rotina e ao uso excessivo de telas”, afirma.

Segundo o especialista, o avanço tecnológico tem permitido tratamentos mais precisos e menos agressivos ao organismo. “A cirurgia minimamente invasiva representa um avanço significativo. Em muitos casos, conseguimos tratar o problema com incisões menores, menos dor no pós-operatório e retorno mais rápido às atividades”, explica.

Entre as técnicas utilizadas está a cirurgia endoscópica da coluna, indicada para casos específicos, como hérnia de disco e compressões nervosas. Além disso, procedimentos voltados ao controle da dor — como bloqueios, denervação e outras intervenções têm ampliado as alternativas antes da indicação cirúrgica tradicional.

“O objetivo hoje é sempre buscar o tratamento mais conservador possível. Nem todo paciente precisa de cirurgia, e quando precisa, tentamos utilizar métodos que causem o menor impacto possível”, acrescenta Yoshinari.

Doenças como estenose do canal vertebral, mielopatia cervical e deformidades como escoliose e cifose seguem entre os principais motivos de procura por atendimento especializado.

A presença de profissionais com formação avançada e experiência internacional contribui para que pacientes tenham acesso a esse tipo de tratamento sem a necessidade de deslocamento para outros centros, o que pode impactar diretamente no tempo de diagnóstico e recuperação.

O avanço também acompanha uma tendência global da medicina, que busca aliar tecnologia, precisão e qualidade de vida no tratamento de condições crônicas e de alta incidência.

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