SEU ANÚNCIO AQUI E AGORA!

TODO ESSE ESPAÇO PODE SER SEU!

IGP-M sobe 0,52% em março, mas acumula deflação de 1,83% em 12 meses

Índice conhecido como “inflação do aluguel” é pressionado por alimentos e combustíveis, aponta FGV

Da Redação

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, registrou alta de 0,52% em março, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Fundação Getulio Vargas.

O resultado representa desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice havia avançado 0,73%. Apesar da alta no mês, o indicador acumula deflação de 1,83% em 12 meses — ou seja, na média, os preços recuaram no período.

Pressão vem do atacado, com destaque para alimentos

O principal impacto sobre o índice veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da composição do IGP-M e mede os preços no atacado. Em março, o IPA subiu 0,61%.

Entre os produtos que mais pressionaram o indicador estão itens agropecuários, como bovinos, ovos, leite, feijão e milho.

O aumento dos ovos chegou a 16,95% no mês, enquanto o feijão registrou alta de 20,91%, mantendo uma sequência de elevações iniciada em fevereiro.

Combustíveis e cenário externo influenciam resultado

Outro fator de impacto foi a elevação nos preços dos derivados de petróleo, que subiram 1,16% em março, após queda registrada no mês anterior.

Segundo análise do Instituto Brasileiro de Economia, o movimento está relacionado ao agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio, que afetou o mercado global de petróleo.

A instabilidade na região, considerada estratégica para a produção e transporte da commodity, tem gerado reflexos diretos nos custos de energia e combustíveis.

Consumo e construção também registram alta

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M, teve alta de 0,30% em março. O principal impacto veio da gasolina, que subiu 1,12%.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que completa a composição do indicador, avançou 0,36% no período.

Por que o IGP-M é chamado de “inflação do aluguel”

O IGP-M é amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos de aluguel e também influencia tarifas públicas e serviços.

Apesar do acumulado negativo em 12 meses, isso não garante redução automática nos valores dos aluguéis. Isso porque muitos contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva do índice.

A coleta de dados do indicador é realizada em capitais como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, considerando o período entre 21 de fevereiro e 20 de março.

Compartilhe esta postagem:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

contato@mspantanalnews.com.br