Governo federal oficializa estratégias de adaptação e mitigação e prevê redução de até 67% dos gases de efeito estufa

Da Redação
O Governo Federal aprovou o Plano Clima Adaptação e Mitigação, principal instrumento que orienta a política brasileira de enfrentamento à mudança do clima até 2035. A medida foi oficializada por resolução publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial da União.
O plano também será submetido à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima como Plano Nacional de Adaptação (PNA), consolidando o compromisso brasileiro no cenário internacional.
Elaborado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, o Plano Clima 2024-2035 estabelece metas e diretrizes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e ampliar a capacidade de adaptação do país aos impactos climáticos.
Entre os principais objetivos está a redução de 59% a 67% das emissões líquidas até 2035, em comparação aos níveis de 2005. A meta está alinhada à nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), prevista no Acordo de Paris, e integra o compromisso de alcançar emissões líquidas zero até 2050.
O plano foi construído com participação de diferentes setores e reuniu mais de 24 mil contribuições de representantes do governo, sociedade civil, academia e iniciativa privada.
Estratégias de adaptação
O Plano Clima Adaptação inclui uma Estratégia Nacional e 16 planos setoriais e temáticos, abrangendo áreas como agricultura, cidades, energia, saúde, recursos hídricos, segurança alimentar e povos indígenas.
A proposta busca preparar sistemas naturais e sociais para enfrentar eventos extremos, como secas, enchentes e outros impactos associados às mudanças climáticas.
Ações de mitigação
Já o Plano Clima Mitigação reúne estratégias para reduzir emissões em setores como agricultura, indústria, transporte, energia, resíduos sólidos e uso da terra.
As ações visam promover a transição para uma economia de baixo carbono, com foco em eficiência energética, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
O governo destaca que, por concentrar biomas estratégicos para o equilíbrio climático global, o Brasil ocupa papel central nas discussões internacionais sobre o tema e deve ampliar ações coordenadas para enfrentar a crise climática.





