Estudo do Ministério da Gestão aponta avanço da presença feminina em cargos de comando e aumento da diversidade racial na administração pública federal

Da Redação
A participação de mulheres em cargos de liderança na administração pública federal registrou crescimento nos últimos quatro anos. Levantamento divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos aponta que a presença feminina nos postos mais altos da estrutura administrativa passou de 29% em 2022 para 38% em 2026.
Os dados fazem parte do estudo “Perfil das Lideranças no Governo Federal – Recorte de Gênero”, que analisa a evolução da participação feminina em funções estratégicas da administração pública.
Quando considerado o conjunto total de cargos de liderança — que inclui funções de confiança e cargos comissionados — as mulheres representam atualmente 43% das posições, acima dos 39% registrados em 2022.
Participação feminina no serviço público
O levantamento também mostra que o percentual de mulheres em cargos de liderança é superior à presença feminina no conjunto da administração pública federal.
Entre 2022 e 2025, o número de servidoras passou de 502.184 para 511.455, elevando a participação feminina de 41,2% para 42% do total de servidores. Em 2026, o contingente ficou em 502.668 mulheres, o equivalente a 41,7% do quadro geral do serviço público federal.
Para a diretora de programa da Secretaria de Gestão de Pessoas do ministério, Regina Camargos, a ampliação da presença feminina em posições de liderança é uma das metas da gestão pública.
Segundo ela, a atuação das mulheres em diferentes áreas do serviço público contribui para fortalecer políticas públicas e ampliar a representatividade nas estruturas do Estado.
Perfil das lideranças femininas
O estudo também traça o perfil das mulheres que ocupam cargos de liderança no governo federal. Entre elas, 37% têm filhos menores de idade. Entre os homens que ocupam cargos equivalentes, esse percentual é de 45%.
Em relação ao estado civil, 48% das mulheres líderes são casadas, enquanto entre os homens o índice chega a 66%.
Avanço na diversidade
Outro ponto destacado pelo levantamento é o crescimento da diversidade racial entre mulheres em cargos de comando. A presença de mulheres negras e indígenas na alta liderança passou de 7,1% em 2022 para 12,3% em 2026.
Nos cargos de média liderança, o percentual também apresentou avanço, passando de 13,1% para 15,2% no mesmo período.
O estudo também aponta progressos na inclusão de pessoas com deficiência no serviço público. Entre as servidoras federais, o percentual de mulheres com deficiência passou de 0,8% em 2022 para 2,7% em 2026.
Nos cargos de alta liderança, em que não havia mulheres com deficiência identificadas em 2022, atualmente 13 ocupam essas posições.
Alto nível de qualificação
A pesquisa mostra ainda que as mulheres que ocupam cargos de liderança apresentam alto nível de formação acadêmica. Cerca de 99% das líderes possuem ensino superior ou pós-graduação, índice semelhante ao observado entre os homens, que chega a 98%.
Os dados indicam que, embora ainda existam desafios para alcançar a igualdade plena de gênero nas estruturas de poder, a presença feminina no comando do serviço público federal vem crescendo gradualmente, ampliando a diversidade e contribuindo para uma gestão pública mais representativa.




