Iniciativa apresentada no Mês da Mulher propõe discussões nas escolas sobre igualdade de gênero, legislação de proteção e autocuidado

Da Redação
A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) lançou uma nova edição da “Aula da Cidadania”, iniciativa voltada à discussão de direitos das mulheres, violência de gênero e autocuidado no ambiente escolar. A ação integra as atividades do Mês Internacional da Mulher e está alinhada à campanha “Mulheres em Movimento: por direitos e vida digna”, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
A proposta é ampliar o debate nas escolas sobre igualdade de gênero e fortalecer ações educativas que contribuam para a conscientização de estudantes e profissionais da educação.
Segundo a presidenta da FETEMS, Deumeires Morais, a iniciativa busca incentivar reflexão e mobilização dentro das comunidades escolares.
“A Aula da Cidadania é mais do que uma ferramenta didática, é um chamado à ação. Precisamos educar, conscientizar e exigir políticas públicas que garantam segurança e dignidade para todas as mulheres”, afirmou.
Educação como espaço de transformação social
De acordo com a dirigente, o debate sobre igualdade de gênero também está relacionado à própria composição da categoria da educação.
Segundo dados citados pela entidade, mais de 80% dos profissionais da educação são mulheres, o que reforça a importância de ampliar as discussões sobre direitos e proteção feminina dentro das escolas.
Para a presidenta da FETEMS, a escola é um espaço estratégico para promover mudanças sociais.
“Ao levarmos esse debate para os estudantes, estamos contribuindo para formar uma cultura de respeito e igualdade que pode se refletir em toda a sociedade”, destacou.
Conteúdo aborda diferentes tipos de violência
A nova edição da Aula da Cidadania aborda os principais tipos de violência contra a mulher, entre eles:
- violência física
- psicológica
- moral
- sexual
- patrimonial
O material também apresenta informações sobre legislações voltadas à proteção das mulheres, como a Lei Maria da Penha, a Lei Carolina Dieckmann e a Lei do Feminicídio.
Entre as estratégias pedagógicas sugeridas estão rodas de conversa, debates em sala de aula e atividades de formação continuada voltadas a profissionais da educação.
Mobilização busca fortalecer rede de apoio
A secretária de Relações de Gênero da FETEMS, Maria Diogo, afirmou que a proposta também pretende fortalecer a rede de apoio às mulheres nas comunidades escolares.
“A violência de gênero afeta diretamente trabalhadoras da educação e estudantes. A Aula da Cidadania permite levar essa discussão para a base e ampliar o diálogo nos municípios”, disse.
Segundo ela, a participação dos sindicatos municipais da educação também é fundamental para ampliar o alcance das ações.
Autocuidado também integra proposta pedagógica
Além das discussões sobre direitos e violência de gênero, a edição deste ano também aborda o autocuidado como estratégia de resistência, incentivando profissionais da educação a priorizarem a saúde física e mental.
Para a secretária de Comunicação da FETEMS, Ana Maria Oliveira, a disseminação de informações é parte essencial do enfrentamento às desigualdades.
“A comunicação tem papel fundamental para informar, mobilizar e fortalecer a luta por igualdade de gênero”, afirmou.
A entidade informou que a iniciativa busca estimular debates contínuos nas escolas e contribuir para a construção de ambientes educacionais mais seguros e igualitários.





