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Latam demite piloto preso em Congonhas acusado de chefiar rede de exploração sexual infantil

Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, foi detido dentro de aeronave durante operação da Polícia Civil em São Paulo

Da Redação

A companhia aérea Latam Airlines confirmou a demissão do piloto Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, preso na segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sob acusação de liderar uma rede de exploração sexual infantil. A prisão ocorreu dentro da aeronave que ele comandaria, durante a Operação “Apertem os Cintos”, deflagrada pela Polícia Civil.


Prisão ocorreu dentro do avião

Segundo a investigação, o piloto foi detido no momento em que se preparava para assumir o comando do voo. A operação teve como objetivo cumprir mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça após apuração iniciada há três meses, a partir da denúncia de uma vítima.

De acordo com a polícia, Sergio Antônio Lopes é investigado por manter contato com meninas de 8 a 12 anos, com intermediação de familiares. As apurações apontam que ele pagava valores que variavam entre R$ 30 e R$ 100 para ter acesso às vítimas.

Além dos pagamentos em dinheiro, o suspeito também teria custeado despesas como aluguel e entregue bens materiais, como aparelho de televisão, segundo informações divulgadas pelas autoridades.


Familiares também foram presos

Durante a operação, uma avó que teria entregue três netas ao suspeito foi presa. A mãe de outra criança também foi detida. Ambas são investigadas por participação no esquema.

A Polícia Civil informou que os crimes investigados teriam ocorrido ao longo de oito anos.

O caso está sendo apurado como exploração sexual de crianças e adolescentes, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal.


Latam confirma desligamento

Em nota, a Latam Airlines informou que Sergio Antônio Lopes não integra mais o quadro de colaboradores da empresa.

A companhia declarou que adota política de tolerância zero para condutas que desrespeitem seus valores e afirmou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.


Investigação segue em andamento

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo, que trabalha na coleta de provas e na oitiva de testemunhas. As vítimas recebem acompanhamento especializado, conforme protocolos previstos para casos de violência contra crianças e adolescentes.

A Justiça deve analisar nos próximos dias os pedidos relacionados ao andamento da ação penal.

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