Serviços e Comércio lideram a geração de vagas; Sudeste concentra maior saldo e estoque de trabalhadores atinge recorde histórico

Por Karol Peralta
O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado é fruto de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos registrados ao longo do ano, consolidando o maior estoque de vínculos formais desde 2020.
Ao longo de 2025, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 2,71%, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos, o maior patamar da série histórica do Novo Caged. O avanço foi observado em todas as regiões do país e nas 27 Unidades da Federação, indicando recuperação consistente do mercado de trabalho formal.
Sudeste lidera geração de empregos em 2025
Entre as regiões, o Sudeste apresentou o maior saldo absoluto, com 504,97 mil vagas criadas (+2,10%). Em seguida aparecem o Nordeste, com 347,94 mil postos (+4,38%), e o Sul, que acumulou 186,12 mil empregos (+2,16%).
O Centro-Oeste registrou saldo positivo de 149,53 mil vagas (+3,56%), enquanto a região Norte encerrou o ano com 90,61 mil novos empregos formais (+3,81%).
Estados com maior saldo e crescimento proporcional
Na análise por estado, São Paulo liderou em números absolutos, com 311.228 novos postos de trabalho (+2,17%). Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 100.920 vagas (+2,60%), e Bahia, que somou 94.380 vínculos formais (+4,41%).
Já as maiores taxas de crescimento do emprego formal foram registradas no Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%), refletindo a expansão do mercado de trabalho em estados fora do eixo tradicional.
Serviços puxam criação de vagas no país
Todos os grandes grupamentos econômicos apresentaram saldo positivo em 2025. O destaque foi o setor de Serviços, responsável pela criação de 758.355 empregos formais (+3,29%), seguido pelo Comércio, com 247.097 vagas (+2,3%).
Dentro de Serviços, as atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos responderam por 318.460 postos (+3,12%). Já os segmentos de administração pública, educação, saúde e serviços sociais criaram 194.903 empregos (+3,12%).
A Indústria gerou 144.319 vagas (+1,6%), enquanto a Construção somou 87.878 postos (+3,1%). A Agropecuária manteve trajetória de crescimento, com saldo de 41.870 empregos formais (+2,3%).
Dezembro tem retração histórica no mercado formal
Apesar do desempenho positivo no acumulado do ano, dezembro apresentou retração, comportamento comum para o período. O saldo foi negativo em 618.164 vagas, atingindo tanto homens (-348,4 mil) quanto mulheres (-269,7 mil).
As maiores quedas ocorreram em São Paulo (-224,2 mil), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil). Todos os grandes setores econômicos registraram saldos negativos no mês, com destaque para Serviços, Indústria e Construção.
Salário médio tem alta anual
Em dezembro, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78, com leve recuo em relação a novembro. No entanto, na comparação com dezembro de 2024, o rendimento médio apresentou alta real de 2,55%, indicando ganho no poder de compra dos trabalhadores formais ao longo do ano.





