Unificação das filas regionais permite que servidores de todo o país atuem de forma integrada, priorizando pedidos parados há mais de 45 dias.

Por Karol Peralta
A nacionalização da fila de análise de benefícios do INSS já resultou no início da análise de mais de 118 mil processos em todo o país. Implementada em 13 de janeiro, a medida alterou a lógica regional de atendimento e passou a priorizar pedidos que aguardavam há mais de 45 dias, com o objetivo de reduzir o tempo de espera dos segurados.
A mudança na forma de organização da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permitiu que processos de diferentes regiões do país passassem a ser analisados de maneira integrada. Com a unificação, as filas deixaram de ser regionais e passaram a funcionar em nível nacional, ampliando a capacidade de resposta do órgão.
Desde o início da fila única, mais de 118 mil tarefas foram “puxadas”, termo utilizado pelo Instituto para indicar processos que tiveram a análise iniciada. A força-tarefa mobilizou cerca de 2,4 mil servidores, que atuam de forma complementar às atividades regulares, sem comprometer o fluxo normal de concessões e revisões.
A estratégia permite que servidores de regiões com menor volume de demandas contribuam diretamente na análise de pedidos de localidades onde a fila é maior. A intenção é atacar os gargalos históricos do sistema e dar mais equidade ao atendimento dos segurados.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que a nacionalização permite uma atuação mais equilibrada. Segundo ele, a mudança possibilita direcionar a força de trabalho para os processos com maior tempo de espera, independentemente da origem do pedido.
Priorização de pedidos antigos
A fila única nacional foi instituída com a publicação da Portaria PRES/INSS nº 1.919, que promoveu alterações no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e no Pagamento Extraordinário. A normativa consolidou a estratégia de priorização dos pedidos mais antigos, considerados críticos dentro do sistema.
O PGB reúne ações voltadas à melhoria do fluxo de análise dos processos de concessão e revisão de benefícios previdenciários. Com a nova regra, o foco recai sobre segurados que aguardam há mais tempo e sobre benefícios com maior volume de solicitações.
Entre os pedidos mais frequentes estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade, que juntos representam cerca de 80% da demanda do INSS. A expectativa é que a reorganização da fila contribua para reduzir o tempo médio de análise desses processos.
Com a nova dinâmica, o Instituto aposta na redistribuição da força de trabalho como ferramenta para enfrentar o acúmulo de pedidos e garantir maior celeridade no reconhecimento de direitos previdenciários.





