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Intenção de consumo das famílias em Campo Grande começa 2026 em nível de satisfação, aponta CNC

Indicador revela diferença significativa entre famílias de maior e menor renda, especialmente no acesso ao crédito e na confiança para consumir

Por Karol Peralta

A intenção de consumo das famílias em Campo Grande iniciou 2026 em patamar considerado positivo, alcançando 107,0 pontos, acima da linha de satisfação. O resultado da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela, no entanto, uma diferença expressiva entre as faixas de renda, com maior confiança entre famílias que recebem acima de 10 salários mínimos.


A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Campo Grande permanece na zona de satisfação no início de 2026, mas os dados indicam que essa percepção positiva não é homogênea. Enquanto as famílias com renda acima de 10 salários mínimos registraram 119,8 pontos, aquelas com rendimento de até 10 salários mínimos atingiram 104,5 pontos.

A discrepância evidencia realidades distintas na percepção sobre emprego, renda, crédito e capacidade de consumo. Consumidores de maior renda demonstram maior confiança, especialmente quanto ao acesso ao crédito, ao consumo atual e às perspectivas de compras futuras, enquanto as famílias de menor renda seguem mais cautelosas, mesmo com o indicador acima de 100 pontos.

Segundo análise do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, o cenário reflete o impacto direto do custo de vida sobre as decisões de consumo.

“O índice geral segue positivo, mas o recorte por faixa de renda mostra realidades bem distintas. As famílias com renda acima de 10 salários mínimos apresentam maior segurança financeira, o que sustenta a intenção de consumo em patamar mais elevado. Já entre as famílias de menor renda, a cautela permanece, influenciada principalmente pelo custo de vida e pela percepção mais restritiva do crédito”, analisa a economista Regiane Dedé de Oliveira.

No recorte do emprego atual, as famílias com renda superior a 10 salários mínimos atingiram 154,1 pontos, indicando maior sensação de estabilidade no trabalho. Já entre aquelas com renda de até 10 salários mínimos, o índice ficou em 134,2 pontos. A avaliação da renda atual também apresentou diferença relevante: 130,6 pontos no grupo de maior renda, contra 114,8 pontos no grupo de menor renda.

Outro fator que reforça essa desigualdade é o acesso ao crédito. Entre as famílias com renda mais elevada, o índice foi de 104,1 pontos, permanecendo na zona de satisfação. Já entre as famílias de menor renda, o indicador ficou em 85,9 pontos, abaixo da linha considerada positiva.

Apesar das diferenças, o levantamento mostra melhora na percepção do consumo atual e das expectativas de consumo em ambos os grupos. Entre as famílias de menor renda, o índice de consumo atual subiu para 86,5 pontos, enquanto nas famílias de maior renda chegou a 107,1 pontos, indicando que esse grupo já percebe aumento efetivo nas compras.

“O consumo reage primeiro entre as famílias de maior renda, que têm mais folga orçamentária e acesso ao crédito. Para as famílias de menor renda, a melhora é mais gradual e depende de fatores como estabilidade no emprego e desaceleração dos preços”, completa a economista.

Realizada mensalmente pela CNC, a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é considerada um dos principais indicadores antecedentes do comportamento do consumo, ao medir a percepção dos consumidores sobre emprego, renda, crédito e nível de consumo.

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