Programa Mar Aberto prevê construção de navios, retomada da indústria naval e geração de mais de 9 mil empregos

Por Karol Peralta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa avançar na construção da soberania energética ao participar, nesta terça-feira (20), da cerimônia de assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, da Petrobras, realizada no Estaleiro Ecovix. O pacote de investimentos soma R$ 2,8 bilhões e prevê a construção de embarcações, além da geração de milhares de empregos diretos e indiretos.
Investimentos reforçam transformação da Petrobras
Durante o evento, Lula ressaltou que a Petrobras passa por um processo de transformação estratégica. Segundo ele, a estatal avança para se consolidar como uma empresa de energia, ampliando sua atuação para além do petróleo e reduzindo a dependência tecnológica e energética do país.
O Programa Mar Aberto prevê a contratação para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças, fortalecendo a indústria naval e offshore brasileira e estimulando cadeias produtivas em diferentes regiões do país.
Geração de empregos e impacto econômico
Os investimentos anunciados têm potencial para gerar mais de 9 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativas oficiais. A iniciativa integra a estratégia do governo federal de estimular a economia, com foco em emprego, renda e reindustrialização.
Durante o discurso, Lula também apresentou um balanço da economia nacional, destacando queda do desemprego, controle da inflação, crescimento da massa salarial e recorde no volume de exportações brasileiras, que chegaram a US$ 628 bilhões.
Cadeias produtivas e indústria naval
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os investimentos da Petrobras impulsionam diversas cadeias produtivas. Ele destacou a retomada de aportes em fertilizantes, gás natural e indústria naval, setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a empresa já tem 48 embarcações contratadas ou em contratação, além de novos projetos em estudo, incluindo plataformas e navios adicionais.
Biorrefinaria e transição energética
Outro anúncio feito durante o evento foi o plano de transformação da Refinaria Riograndense na primeira biorrefinaria do Brasil, com investimento estimado em R$ 6 bilhões. A unidade deverá operar exclusivamente com produtos de origem renovável, reforçando a agenda de transição energética da estatal.
Construções em três estados
As embarcações do Programa Mar Aberto serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pelos gaseiros. No Amazonas, o Bertolini Construção Naval da Amazônia construirá as barcaças. Já em Santa Catarina, o Indústria Naval Catarinense será responsável pelos empurradores.
Navios mais eficientes e sustentáveis
Os navios gaseiros terão capacidade entre 7 mil m³ e 14 mil m³, serão até 20% mais eficientes em consumo, reduzirão em 30% as emissões de gases de efeito estufa e estarão aptos a operar em portos eletrificados. O primeiro lançamento está previsto para até 30 meses após o início das obras.
Novo terminal portuário amplia investimentos
Durante a cerimônia, também foi assinada a autorização para implantação de um Terminal de Uso Privado (TUP) voltado à movimentação de celulose, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão. O projeto deve gerar 1.200 empregos durante a construção e cerca de 2.600 postos diretos e indiretos na fase de operação, ampliando a infraestrutura logística do Porto de Rio Grande.





