Presidente dos EUA critica trajetória europeia em Davos e reforça prioridade de sua política externa

Por Karol Peralta
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que a Europa “não está indo na direção certa” durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça. A declaração, feita diante de líderes políticos e empresariais, reacende tensões diplomáticas transatlânticas no evento anual.
Crítica à trajetória europeia e ênfase no “America First”
No discurso aos participantes do encontro, Trump afirmou que embora ame a Europa e deseje vê-la prosperar, percebe que o continente não segue “na direção certa”, em referência às políticas econômicas e sociais adotadas por países europeus nos últimos anos.
A fala integra uma série de críticas mais amplas às abordagens europeias sobre economia, energia e migração, destacando o contraste que o presidente americano quer projetar entre suas políticas baseadas no princípio “America First” e as trajetórias adotadas por nações aliadas.
Tensão sobre Groenlândia e reações de aliados
Além das críticas à Europa, Trump abordou em Davos outros temas de política externa, incluindo negociações sobre a Groenlândia — território dinamarquês estratégico — que, segundo ele, é vital para “fins de segurança nacional”.
A tentativa de ampliar presença americana na ilha gerou críticas de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da União Europeia, que alertaram que a estratégia pode desestabilizar a aliança e as relações transatlânticas.
Reações e implicações diplomáticas
As declarações de Trump provocaram reações de autoridades europeias presentes no Fórum Econômico Mundial, com líderes estrangeiros reforçando a importância de cooperação multilateral e respeito a normas internacionais diante das críticas americanas.
Especialistas em relações internacionais observam que a postura dura adotada pelo presidente pode intensificar debates sobre o futuro da cooperação entre os Estados Unidos e seus aliados europeus em temas estratégicos como comércio, segurança e mudanças climáticas.





