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Groenlândia recebe apoio europeu diante de ameaça dos EUA e disputa geopolítica no Ártico

Países da Europa reforçam respaldo à soberania dinamarquesa após declarações de Donald Trump sobre anexação da ilha

Por Karol Peralta

A Groenlândia manifestou apoio às nações europeias que reforçaram sua defesa da soberania da Dinamarca sobre a ilha, após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo ameaças tarifárias e militares.

Na última semana, países como França, Alemanha e Reino Unido enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, atendendo a um pedido do governo da Dinamarca. A medida foi interpretada como um gesto político e estratégico diante do aumento das tensões no Ártico.

A movimentação levou Trump a ameaçar impor tarifas comerciais punitivas a oito países europeus aliados, caso os Estados Unidos não obtenham autorização para comprar a ilha. O presidente norte-americano argumenta que a Groenlândia é estratégica para a segurança nacional dos EUA, citando sua localização geopolítica e a presença de depósitos minerais.

Alerta europeu e reação diplomática

No sábado, líderes europeus alertaram para o risco de uma “perigosa espiral descendente”, caso a disputa avance para o campo econômico ou militar. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia se reuniram neste domingo para discutir uma estratégia conjunta frente às ameaças tarifárias norte-americanas.

A ministra do gabinete da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelas áreas de negócios, energia e minerais, afirmou que o momento exige firmeza política. Segundo ela, a situação atual vai além de disputas comerciais e envolve princípios fundamentais da ordem internacional.

A declaração reforça a posição europeia de que a aplicação seletiva das regras internacionais pode comprometer a estabilidade global e enfraquecer o sistema multilateral construído no pós-guerra.

Disputa pelo Ártico e cenário internacional

As declarações de Trump reacenderam preocupações na Europa sobre um possível confronto direto entre países da OTAN, especialmente diante da possibilidade de uso da força para a tomada do território. A Groenlândia, apesar de ter autonomia política, segue vinculada à Dinamarca em assuntos de defesa e política externa.

Analistas apontam que a disputa pela ilha reflete o aumento da competição internacional no Ártico, região estratégica tanto do ponto de vista militar quanto econômico, em razão das rotas marítimas e dos recursos naturais.

Enquanto isso, governos europeus reiteram que qualquer mudança no status da Groenlândia deve respeitar o direito internacional e a autodeterminação dos povos, reforçando o apoio à Dinamarca e à população local.

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