Mudança no Programa de Gerenciamento de Benefícios cria fila única no país e prioriza pedidos mais antigos

Por Karol Peralta
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou nesta semana a Portaria PRES/INSS nº 1.919, no Diário Oficial da União, que promove mudanças no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e no Pagamento Extraordinário. A principal alteração é a nacionalização da fila de pedidos, que deixa de ser regional e passa a funcionar em nível nacional, com o objetivo de reduzir o tempo de espera para concessão e revisão de benefícios previdenciários.
Fila única permite redistribuição de processos
Com a nova regra, servidores de regiões onde a demanda é menor poderão atuar na análise de pedidos acumulados em locais com maior volume de processos. A medida busca equilibrar o atendimento e ampliar a capacidade de resposta do instituto, ao redistribuir a força de trabalho conforme a necessidade.
Na prática, a mudança permite que o tempo de espera seja tratado de forma mais homogênea, evitando desigualdades regionais na análise dos requerimentos.
Programa otimiza análise de benefícios
A portaria também estabelece novos critérios de funcionamento do PGB, incluindo regras para participação dos servidores, limites diários de tarefas, mecanismos de controle de qualidade e restrições para servidores cedidos a outros órgãos. O objetivo é organizar o fluxo de trabalho e garantir maior eficiência na análise dos processos previdenciários.
Benefícios mais demandados terão prioridade
Entre as diretrizes definidas pelo INSS está a priorização de pedidos mais antigos, além de atenção especial aos benefícios com maior volume de solicitações. Entre eles estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade, que concentram a maior parte da fila de espera.
Esses benefícios respondem por uma parcela significativa dos requerimentos pendentes e são considerados estratégicos para a redução do estoque de processos em análise.
INSS aposta em atuação mais eficiente
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, a mudança representa um avanço na gestão do atendimento. Ele destaca que a fila nacional permite direcionar servidores para onde a espera é maior, atacando de forma mais direta os gargalos do sistema.
De acordo com o instituto, cerca de 80% da fila está concentrada justamente nos benefícios priorizados pela nova estratégia, o que deve gerar impacto direto na redução do tempo de resposta aos segurados.
Expectativa é reduzir atrasos em 2026
Com a implementação da fila nacional e o reforço nos critérios de priorização, a expectativa do INSS é agilizar a concessão de benefícios e diminuir os atrasos históricos no atendimento, especialmente para populações mais vulneráveis que dependem do sistema previdenciário.





