Alta é impulsionada pelo avanço no Norte e Nordeste e consolida terceira expansão anual consecutiva

Por Karol Peralta
O financiamento de veículos no Brasil cresceu 2% em 2025, totalizando 7,3 milhões de unidades financiadas, segundo levantamento do Sistema Nacional de Gravames (SNG). O resultado marca a terceira alta anual consecutiva e representa o melhor desempenho em número de unidades desde 2011, sinalizando uma tendência de recuperação e consolidação do crédito no mercado automotivo.
Os dados do SNG, sistema operado pela B3, mostram que o crescimento foi puxado principalmente pelas regiões Nordeste e Norte, que registraram altas de 12,3% e 9,8%, respectivamente — desempenhos decisivos para o resultado nacional positivo.
Nordeste e Norte lideram avanço do crédito
A expansão dos financiamentos nessas regiões reflete a descentralização do crédito automotivo, tradicionalmente concentrado no Sudeste. Em 2025, 41,9% dos veículos financiados foram comercializados na Região Sudeste, considerando automóveis novos e usados. Em seguida aparecem:
- Sul: 20,2%
- Nordeste: 19,5%
- Centro-Oeste: 10,6%
- Norte: 7,9%
Especialistas apontam que a melhora do mercado de trabalho regional e a ampliação do acesso ao crédito explicam parte desse movimento, especialmente fora dos grandes centros.
Veículos novos superam metade das vendas
Do total de financiamentos registrados em 2025, 2,6 milhões correspondem a veículos novos, número que representa mais de 50% das vendas totais do segmento. Até novembro, o mercado somou 4,6 milhões de unidades vendidas, de acordo com a Fenabrave.
Já os veículos usados responderam por 4,6 milhões de unidades financiadas. Apesar do volume expressivo, o país não dispõe de dados públicos consolidados sobre o total de vendas de automóveis usados em 2025, o que dificulta uma leitura mais precisa do desempenho do segmento.
Crédito automotivo mostra tendência de consolidação
O levantamento indica que o crescimento observado não é pontual. A sequência de três anos de alta sugere uma tendência de consolidação do financiamento automotivo, após um período de retração marcado por juros elevados e incertezas econômicas.
Analistas avaliam que a manutenção do ritmo dependerá de fatores como condições de crédito, taxa de juros, nível de renda das famílias e confiança do consumidor, especialmente em um cenário de desaceleração econômica global.





