Número de novos auxílios sobe de 1.813 para 3.483 em 2026, consolidando o Ministério da Saúde como principal financiador do setor

Por Karol Peralta
O Governo do Brasil aumentou em 92% o número de novas bolsas de residência em saúde destinadas à formação de especialistas no país. Em 2026, serão 3.483 novos auxílios financeiros, frente às 1.813 bolsas concedidas em 2025, consolidando o Ministério da Saúde como o maior financiador de residências em saúde no Brasil.
A ampliação ocorre em um contexto de reforço à formação de médicos e profissionais especializados, com impacto direto na assistência à população, especialmente em regiões consideradas prioritárias. A iniciativa está alinhada a estratégias de fortalecimento do Sistema Único de Saúde, que enfrenta desafios históricos relacionados à distribuição de especialistas e ao acesso a atendimentos de maior complexidade.
Residência médica concentra maior número de bolsas
Do total de novos auxílios, 2.483 bolsas foram destinadas à Residência Médica, distribuídas em 1.130 programas que abrangem 110 especialidades, áreas de atuação e anos adicionais de formação. Já as residências na área profissional da saúde receberam 1.000 novas bolsas, contemplando 169 programas e 27 áreas de especialização, o que inclui categorias como enfermagem, fisioterapia, psicologia e outras profissões estratégicas para o SUS.
Entre os destaques está a presença de 60 programas localizados na Amazônia Legal, que concentram 389 bolsas, reforçando a tentativa de reduzir desigualdades regionais na oferta de profissionais qualificados.
Programas priorizam demandas do SUS
A expansão das bolsas ocorre no âmbito do Pró-Residências, que reúne o Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas e o Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde. A seleção dos programas considera necessidades concretas do SUS, priorizando especialidades com maior demanda e regiões com déficit de profissionais.
As residências em saúde são reconhecidas como o padrão de excelência da pós-graduação na área, desempenhando papel central na organização da rede pública de atendimento, especialmente na ampliação do acesso à saúde especializada.
Cadastro de residentes começa em 2026
O cadastro dos residentes contemplados com as bolsas deverá ser realizado a partir de fevereiro de 2026, por meio das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU). O processo será feito no SIG-Residências, sistema responsável pelo gerenciamento das bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde.
Especialistas avaliam que a ampliação do número de bolsas pode contribuir para reduzir gargalos no atendimento especializado, desde que acompanhada de infraestrutura adequada e condições de trabalho que estimulem a permanência dos profissionais formados no sistema público.





