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Produção industrial segue estável e sente impacto dos juros elevados, aponta IBGE

Setor opera no mesmo patamar desde abril de 2025, influenciado por política monetária restritiva

Por Karol Peralta

A produção industrial brasileira mantém um comportamento de estabilidade há vários meses, operando praticamente no mesmo nível desde abril de 2025, segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, e indicam que o setor tem sido diretamente impactado pelo cenário de juros elevados e restrição ao crédito.

Estabilidade marca o desempenho recente

Em novembro de 2025, a produção industrial registrou variação de 0%, o que representa o melhor resultado para o mês desde 2023, quando houve crescimento de 1,1%. No mesmo período de 2024, o setor havia apresentado queda de 0,7%.

De acordo com o gerente da PIM, André Macedo, o comportamento atual reflete um movimento iniciado após um primeiro trimestre mais positivo. Em março de 2025, a indústria alcançou o maior crescimento mensal do ano, com alta de 1,8%, antes de perder fôlego nos meses seguintes.

Juros altos limitam o ritmo da indústria

Segundo Macedo, a desaceleração e a posterior estabilidade do setor industrial estão fortemente associadas à política monetária restritiva, caracterizada pelo aumento da taxa de juros e pelo encarecimento do crédito. Esse cenário dificulta novos investimentos e reduz o ritmo da produção.

“O movimento de menor intensidade observado na produção industrial nos últimos meses está muito ligado ao aumento da taxa de juros e ao aperto nas condições de financiamento”, explicou o economista.

Resultados próximos da margem se repetem

O levantamento mostra que, ao longo de 2025, a indústria apresentou diversos resultados próximos da estabilidade: 0,1% em janeiro, 0% em fevereiro, 0,1% em junho, -0,1% em julho, 0,1% em outubro e 0% em novembro. Para o IBGE, essa sequência confirma que o setor vem “girando no mesmo patamar” desde o meio do ano.

Mercado de trabalho sustenta a economia

Apesar do ritmo mais fraco da indústria, Macedo avalia que a economia brasileira ainda encontra sustentação em fatores internos, especialmente no mercado de trabalho, que segue robusto, com nível de ocupação elevado, aumento da massa de rendimentos e taxa de desocupação em patamares baixos.

Esse desempenho contribui para manter o consumo interno e ameniza os efeitos negativos da política monetária mais rígida sobre a atividade industrial, embora não seja suficiente para impulsionar uma retomada mais forte do setor.

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