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Racha político enfraquece Julio Casares e acelera votação de impeachment no São Paulo

Quatro grupos deixam base de apoio do presidente, que perde força no Conselho Deliberativo às vésperas de decisão crucial

Por Karol Peralta

A crise política na presidência do São Paulo Futebol Clube ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (8). Quatro grupos da antiga base aliada romperam com Julio Casares, reduzindo de forma significativa sua sustentação no Conselho Deliberativo e ampliando a tensão antes da votação que pode afastá-lo do comando do clube.

Perda de apoio nos bastidores

Os grupos Vanguarda Tricolor, Participação São-paulina, Sempre Tricolor e Legião Tricolor — que juntos reúnem 125 dos 255 conselheiros — decidiram, por consenso interno, deixar de apoiar Casares. Com o racha, o presidente passa a contar apenas com MSP (Movimento São Paulo FC), Força Tricolor e Super, o que enfraquece sua base política no órgão responsável pelas principais decisões do clube.

Nos bastidores, a saída foi encarada como mais um fator de instabilidade em um momento já marcado por disputas internas e questionamentos à gestão.

Impeachment entra na pauta

O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, agendou para quarta-feira (14), às 18h30, a votação do impeachment de Julio Casares. Para que o afastamento provisório seja aprovado, são necessários 171 votos — dois terços do total de conselheiros.

Caso o impeachment avance, uma Assembleia Geral de sócios deverá ser convocada em até 30 dias para ratificar a decisão, quando maioria simples será suficiente. Se destituído, a presidência será assumida interinamente pelo vice Harry Massis Junior, até a eleição indireta prevista para este ano.

A data foi definida mesmo após o Conselho Consultivo do clube ter se posicionado contra o impeachment por “falta de provas”.

Investigação e relatório do Coaf

A situação de Casares se agravou após a divulgação de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que aponta R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro vivo recebidos entre janeiro de 2023 e maio de 2025 — 47% da renda declarada no período. As operações teriam ocorrido de forma fracionada, prática conhecida como “smurfing”, usada para driblar mecanismos de controle.

Os dados embasam investigação da Polícia Civil, que apura possíveis irregularidades envolvendo saques em espécie do clube, que somariam R$ 11 milhões entre 2021 e 2025. Segundo as apurações, não há correlação direta entre esses saques e os depósitos na conta do dirigente.

Defesa do presidente

Em nota assinada por seus advogados, Casares afirma que todas as movimentações têm origem lícita, compatível com sua trajetória profissional anterior ao cargo, e que os esclarecimentos serão apresentados ao longo das investigações. A defesa sustenta que não teve acesso integral ao inquérito e que apresentará documentos fiscais para rebater as suspeitas.

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