Brasil e Colômbia manifestam preocupação e pedem respeito à soberania da Venezuela após sequestro do presidente Nicolás Maduro em ação militar dos Estados Unidos

Por Karol Peralta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira (8) com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a escalada de tensão na Venezuela após invasão militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa. O presidente brasileiro destacou a preocupação com a violação do direito internacional e as implicações para a segurança regional, ao mesmo tempo em que anunciou envio de ajuda humanitária ao país vizinho.
Brasil e Colômbia condenam ataque e sequestro
Brasil e Colômbia, que juntos compartilham mais de 4 mil quilômetros de fronteira com a Venezuela, classificaram a ação militar dos Estados Unidos como uma afronta à soberania venezuelana e uma grave violação da Carta das Nações Unidas. Durante a ligação, Lula e Petro também comemoraram a decisão do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, de libertar detidos no país, uma medida que autoridades consideram essencial para reduzir tensões.
Envio de ajuda e diálogo regional
O Brasil anunciou o envio imediato de 40 toneladas de insumos e medicamentos, como parte de um total de 300 toneladas arrecadadas, para restabelecer o abastecimento de produtos essenciais atingidos pelos ataques anteriores dos EUA em infraestrutura venezuelana. Lula afirmou que, a pedido das autoridades venezuelanas, o material será direcionado a centros de saúde impactados.
Reações internacionais e cenário geopolítico
A ação dos EUA — que culminou na captura de Nicolás Maduro — provocou reação global e forte crítica de países como Brasil, China, Espanha, além de debates no Congresso americano sobre o uso de poderes militares sem autorização parlamentar. A Organização dos Estados Americanos (OEA) também classificou a ação como “ultrapassando uma linha inaceitável”.
A crise no território venezuelano tem sido marcada por forte debate sobre a legalidade de intervenções externas, preocupações com a estabilidade regional e potenciais impactos humanitários e econômicos em toda a América Latina.





