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Mulher morta por agente do ICE em Minneapolis é lembrada como mãe amorosa; caso acirra tensões nos EUA

Morte a tiros durante abordagem policial gera vigília, protestos e contestação às alegações de legítima defesa

Por Karol Peralta

A morte de Renee Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, baleada por um agente do ICE durante uma abordagem em Minneapolis, reacendeu o debate sobre o uso da força por autoridades federais e elevou as tensões já existentes na cidade. Familiares e moradores a lembram como uma mãe e companheira amorosa, enquanto autoridades locais questionam a versão oficial de legítima defesa apresentada pelo governo federal.


Abordagem sob neve termina em morte

O caso ocorreu na manhã de quarta-feira (7), em uma rua coberta de neve. Segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, veículos do ICE teriam ficado presos e cercados por uma “multidão hostil”. De acordo com a versão federal, um dos carros era conduzido por Renee, que teria “transformado o veículo em uma arma” ao tentar atropelar um agente, levando ao disparo fatal.

No entanto, autoridades estaduais e municipais contestam essa narrativa. Vídeos do episódio circulam nas redes e sustentam questionamentos sobre a proporcionalidade da ação, alimentando pedidos por investigação independente.


Clima de tensão e repressão migratória

A morte ocorreu em meio a uma mobilização de cerca de dois mil agentes federais em Minneapolis, como parte da mais recente repressão à imigração do governo Donald Trump. A operação foi intensificada após acusações de fraude em programas de assistência social envolvendo imigrantes somalis, difundidas por um influenciador conservador no YouTube.

O episódio ampliou protestos contra o ICE e reforçou críticas ao impacto das operações federais em comunidades locais.


Quem era Renee Nicole Good

Renee vivia nas Cidades Gêmeas (Minneapolis e St. Paul) com o parceiro, segundo o Minnesota Star Tribune. Familiares a descrevem como gentil, compassiva e dedicada ao cuidado com outras pessoas. Mãe de uma criança de seis anos — cujo pai morreu em 2023 —, ela havia passado parte da vida no Colorado e morado brevemente no Kansas após a perda do marido, um veterano militar.

Formada em Letras (Inglês) pela Old Dominion University em 2020, Renee é lembrada por ex-vizinhos como uma pessoa comum e afetuosa. Em nota, o presidente da universidade destacou valores como liberdade, amor e paz, pedindo reflexão em um momento de incertezas no país.


Vigília e pedidos de responsabilização

Horas após os disparos, moradores organizaram uma vigília perto do local da morte, com flores e velas. Cânticos e cartazes exigiam justiça e criticavam a atuação do ICE. O prefeito Jacob Frey pediu calma à população e apelou para a união da comunidade.

O governador de Minnesota, Tim Walz, ofereceu condolências à família e prometeu empenho para buscar responsabilização e justiça. A expectativa é de que o caso avance com apurações paralelas e maior escrutínio público.

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