Delegação brasileira aposta em nomes consolidados e na expansão de modalidades de gelo e neve na Olimpíada de Inverno

Por Karol Peralta
A um mês da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, marcada para 6 de fevereiro, o Brasil entra na reta final de preparação com uma delegação que combina atletas experientes e novos talentos. A presença brasileira em modalidades de gelo e neve reflete a consolidação do país no cenário olímpico de inverno e a busca por resultados inéditos na competição disputada na Itália.
Preparação e apoio ao alto rendimento
O atual ciclo olímpico foi marcado pelo fortalecimento das políticas públicas voltadas ao esporte de alto rendimento, que permitiram a atletas brasileiros manter rotinas de treinamento no exterior e disputar competições internacionais. O programa Bolsa Atleta segue como uma das principais fontes de apoio para garantir condições técnicas e estruturais aos competidores que representarão o país em Milão-Cortina.
Nicole Silveira desponta como principal nome do Brasil
Principal destaque brasileiro para os Jogos de Inverno de 2026, Nicole Silveira chega à Olimpíada como uma das atletas mais competitivas da delegação. A skeletonista alcançou posições de destaque no ranking mundial e obteve resultados expressivos em etapas da Copa do Mundo, colocando o Brasil em evidência em uma modalidade historicamente dominada por países europeus e norte-americanos.
Beneficiária do Bolsa Atleta, Nicole mantém uma rotina de treinamentos em centros internacionais de alto desempenho, além de acesso a equipamentos específicos, considerados decisivos para o rendimento no skeleton.
Lucas Braathen reforça o esqui alpino brasileiro
Outro nome que amplia as expectativas brasileiras é o esquiador alpino Lucas Pinheiro Braathen. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta passou a representar oficialmente o Brasil em 2024, após trajetória consolidada no circuito internacional.
Integrado à Confederação Brasileira de Desportos na Neve, Braathen fortalece a presença do país no esqui alpino e se projeta como um dos principais candidatos a resultados expressivos em Milão-Cortina.
Ouro histórico em etapa da Copa do Mundo
Em 2025, Braathen conquistou um feito inédito para o esporte brasileiro, ao garantir a primeira medalha de ouro do Brasil em uma etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino. A vitória ocorreu em Levi, na Finlândia, quando superou adversários tradicionais da modalidade, incluindo o então campeão mundial e olímpico Clément Noël. O resultado consolidou o atleta como um dos principais nomes do país rumo à Olimpíada.
Modalidades e expansão da presença brasileira
Além do skeleton e do esqui alpino, o Brasil terá representantes em modalidades como bobsled e snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. A estratégia envolve atletas brasileiros e descendentes que treinam em centros de excelência no exterior, ampliando o intercâmbio técnico e o nível competitivo da delegação.
Evolução desde a estreia olímpica
A preparação para Milão-Cortina ocorre em articulação com a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo e a CBDN. Desde a estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno, em 1992, o Brasil registra evolução constante em número de atletas, modalidades disputadas e desempenho técnico. A participação em 2026 representa mais um passo no fortalecimento do esporte nacional em competições de inverno.





