Presidente afirma que bombardeios e captura de Maduro violam o direito internacional e ameaçam a estabilidade regional

Por Karol Peralta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado (3) o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que a ação militar ultrapassa os limites do que é aceitável nas relações entre países. Em manifestação pública, Lula classificou os bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro como uma afronta à soberania nacional e um precedente perigoso para a comunidade internacional.
A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala contra a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro.
Reunião de emergência no governo brasileiro
Diante da ofensiva, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência neste sábado, com a participação de ministros e assessores do Palácio do Planalto e do Itamaraty. O objetivo é discutir a resposta política do Brasil e avaliar os possíveis impactos da ação militar norte-americana sobre a América do Sul.
Segundo interlocutores do governo, o Brasil acompanha com preocupação a escalada de tensão e avalia medidas diplomáticas diante do novo cenário regional.
Violação ao direito internacional
Na publicação, Lula afirmou que a ação militar representa uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um cenário global marcado por violência, caos e instabilidade.
O presidente ressaltou que o uso da força compromete o multilateralismo e cria um ambiente em que prevalece a lógica do poder militar sobre o diálogo entre nações. Para Lula, a condenação a esse tipo de ação é coerente com a posição histórica do Brasil em crises recentes em diferentes regiões do mundo.
América Latina como zona de paz
Lula também afirmou que o ataque remete a momentos críticos de interferência externa na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco a preservação da região como zona de paz. Segundo ele, a escalada militar pode comprometer décadas de esforços diplomáticos voltados à estabilidade regional.
O presidente defendeu uma resposta firme da Organização das Nações Unidas (ONU) e disse que o Brasil permanece à disposição para promover o diálogo e a cooperação internacional como alternativas à confrontação armada.
Posição reiterada do Brasil
Desde o início da crise entre Estados Unidos e Venezuela, Lula tem se posicionado contra qualquer intervenção militar na América Latina. O presidente afirmou já ter tratado do tema em conversas anteriores com Donald Trump e reiterou, em manifestações públicas, que divergências internacionais devem ser resolvidas por meio do diálogo, preservando a América do Sul como uma região livre de conflitos armados.





