Líder venezuelano enfrentará acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e crimes com armamento pesado em tribunais americanos

Por Karol Peralta
A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou neste sábado (3) que Nicolás Maduro enfrentará em breve a “ira total da justiça americana” nos tribunais dos Estados Unidos. Segundo a autoridade, o líder venezuelano será processado com base em uma acusação apresentada pelo Distrito Sul de Nova York, que inclui conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
A declaração ocorreu poucas horas após o presidente Donald Trump confirmar a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar de grande escala realizada em território venezuelano na madrugada deste sábado.

Acusações criminais e extradição
De acordo com o Departamento de Justiça, Maduro possuía uma recompensa de 50 milhões de dólares oferecida pelo governo americano por informações que levassem à sua prisão. Autoridades dos Estados Unidos informaram que a ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão pendentes, expedidos pela Justiça federal, e que o líder venezuelano já foi retirado do país para responder às acusações em solo americano.
As denúncias apontam que Maduro teria atuado diretamente em esquemas de tráfico internacional de drogas, com envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos, além de envolvimento com organizações armadas classificadas como terroristas pelas autoridades norte-americanas.
Detalhes da operação militar
A missão foi descrita por analistas de segurança como de “velocidade impressionante”. Segundo informações preliminares, a operação teria sido conduzida pela Força Delta do Exército dos EUA, com apoio de agências policiais federais e rastreamento de inteligência da CIA.
Os ataques começaram por volta das 3h (horário de Brasília) e atingiram alvos estratégicos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram explosões, sobrevoo de helicópteros e aeronaves de elite, com duração aproximada de 90 minutos.
Em resposta, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e anunciou a ativação de planos de defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez admitiu que, após a incursão, o paradeiro de Maduro era desconhecido pelas autoridades locais.
Objetivo da ação, segundo autoridades dos EUA
O senador republicano Mike Lee afirmou ter conversado com o Secretário de Estado Marco Rubio, que confirmou que a finalidade central da operação militar foi garantir que Maduro responda pelos crimes em tribunais americanos, evitando qualquer tentativa de fuga ou proteção política internacional.
Reações internacionais e cenário político
A operação militar provocou forte repercussão internacional e dividiu governos ao redor do mundo:
- Rússia e Cuba condenaram a ação, classificando-a como “agressão armada” e “ataque criminoso” à soberania venezuelana.
- O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a captura com a frase: “A liberdade avança”.
- No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar os impactos regionais da operação.
- A União Europeia pediu moderação e respeito ao direito internacional, reiterando que Maduro carece de legitimidade democrática.
Na Venezuela, a oposição política, liderada por Edmundo González e María Corina Machado, acompanha os desdobramentos diante da possibilidade de transição de poder em meio à maior crise institucional do país nos últimos anos.





