Programa lançado por Lula em 2023 impulsiona obras de infraestrutura, saúde, educação e habitação em 99% dos municípios brasileiros

Por Karol Peralta
Dois anos após ser lançado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) já executou R$ 944,8 bilhões em investimentos, o equivalente a 70,8% dos recursos previstos até 2026, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de infraestrutura e desenvolvimento social da história recente do país.
Um plano bilionário para destravar o desenvolvimento
Anunciado em 11 de agosto de 2023, com a previsão de R$ 1,7 trilhão em investimentos até 2030, o Novo PAC foi criado para acelerar o crescimento econômico, ampliar a inclusão social e reduzir desigualdades regionais. O programa reúne recursos do Orçamento da União, empresas estatais, financiamentos e investimentos privados, além de parcerias com estados, municípios e movimentos sociais.
Até agosto de 2025, os números mostram avanço expressivo: 34,8 mil empreendimentos foram executados ou estão em andamento, alcançando 99% dos municípios brasileiros previstos no programa. A projeção do governo federal é que, até junho de 2026, a execução chegue a R$ 1,1 trilhão, ou 87% do valor programado para o período.
Em declaração recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o volume de entregas. Segundo ele, o ritmo de execução surpreendeu até mesmo aliados e críticos, diante da dimensão dos investimentos anunciados no início do programa.
Novo PAC e PAC Seleções ampliam participação de estados e municípios
O Novo PAC estrutura grandes projetos nacionais e regionais, envolvendo obras estratégicas, concessões, financiamentos e parcerias público-privadas. Já o Novo PAC Seleções permite a participação direta de estados e municípios por meio de editais públicos, voltados a áreas essenciais como saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana e infraestrutura social.
Desde a criação, o PAC Seleções já contemplou 5.441 municípios, o que representa 98% das cidades brasileiras, com 39,7 mil projetos selecionados e R$ 125,8 bilhões em investimentos.
Obras que mudam a rotina da população
Entre os empreendimentos financiados, a ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-153, simboliza o impacto direto do programa. Com 2.010 metros de extensão, a obra liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA) e eliminou a dependência da travessia por balsa, reduzindo custos logísticos e tempo de deslocamento.
O investimento total foi de R$ 232,3 milhões, sendo R$ 28,8 milhões oriundos do Novo PAC. Para moradores da região, a estrutura representa integração econômica, mobilidade e melhoria na qualidade de vida.
Saúde e educação concentram bilhões em investimentos
Em dezembro, o governo federal anunciou quatro editais de chamamento público, somando R$ 39 bilhões para o Novo PAC e o Novo PAC Seleções. Parte dos recursos vem do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), que destinou R$ 18,4 bilhões para a saúde e R$ 9,7 bilhões para a educação.
Na área da saúde, o volume de obras financiadas entre 2023 e 2025 é 14 vezes maior do que no período de 2019 a 2022. Foram contratadas 3.201 obras, incluindo Unidades Básicas de Saúde, CAPs, maternidades, policlínicas, UPAs e milhares de ambulâncias do SAMU.
Na educação, os recursos do FIIS permitirão a construção de 556 novas creches, 284 escolas, além de ampliações, compra de ônibus escolares e investimentos em tecnologia e conectividade.
Habitação, saneamento e energia também avançam
O programa Minha Casa, Minha Vida, integrado ao Novo PAC, já ultrapassou a meta inicial e contratou 2 milhões de moradias, com 1,67 milhão de unidades entregues. A nova meta do governo é chegar a 3 milhões de contratos até 2026.
Na área de água e esgotamento sanitário, o eixo Água Para Todos já beneficiou 115 mil famílias, com a entrega de sistemas adutores, barragens e cisternas. Até 2026, a previsão é ampliar o atendimento para mais 75 mil famílias, além de comunidades indígenas.
Já no setor energético, o Novo PAC impulsiona a transição energética, com 80% da nova capacidade de geração prevista proveniente de fontes renováveis, além da retomada da indústria naval, que já criou mais de 135 mil empregos diretos e indiretos desde 2023.





