Presidente norte-americano afirma que saída do poder seria “sensata” e confirma apreensão de navios com petróleo venezuelano

Por Karol Peralta
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria “sensato” se deixasse o cargo, em meio ao aumento da pressão diplomática e militar de Washington sobre Caracas. A declaração ocorre enquanto os EUA intensificam o bloqueio naval e ampliam sanções contra o comércio de petróleo venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deveria considerar deixar o poder diante do atual cenário de pressão internacional. Questionado por um repórter sobre o objetivo da política norte-americana em relação à Venezuela, Trump respondeu que a decisão cabe ao próprio líder venezuelano, mas classificou uma eventual renúncia como “sensata”.
Segundo Trump, caso Maduro opte por confrontar diretamente Washington, enfrentará consequências. “Se jogar duro, será a última vez que poderá fazer isso”, afirmou o presidente norte-americano, aconselhando o homólogo venezuelano a levar “a sério” as ameaças feitas pelos EUA.
As declarações foram dadas durante entrevista concedida na biblioteca da residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida. No encontro com jornalistas, o presidente também confirmou que os Estados Unidos apreenderam navios carregados com petróleo venezuelano ao longo das últimas semanas.
De acordo com Trump, os EUA avaliam o destino da carga confiscada. “Talvez o vendamos, talvez o mantenhamos”, disse, acrescentando que o petróleo poderia ser utilizado para reforçar as reservas estratégicas norte-americanas. Além das embarcações já apreendidas, Washington também afirmou que permanecerá com os navios de grande porte envolvidos no transporte.
No último dia 17 de dezembro, os Estados Unidos implementaram um bloqueio a navios sancionados por negociarem com a Venezuela, especialmente no setor petrolífero. Dois navios foram apreendidos e, no domingo seguinte, houve a tentativa de confiscar uma terceira embarcação.
Trump afirmou ainda que nunca houve uma presença naval tão expressiva na região, destacando que a frota tem como objetivo controlar a entrada e saída de navios petroleiros em águas venezuelanas.
Além da pressão econômica e militar, o presidente norte-americano voltou a fazer acusações diretas contra Maduro. Segundo Trump, o líder venezuelano utiliza recursos provenientes da venda de petróleo para financiar a produção de drogas. A Administração dos EUA classifica Maduro como chefe do chamado “Cartel dos Sóis”, organização que, segundo Washington, estaria envolvida com narcoterrorismo, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.
“Ele não é nosso amigo”, afirmou Trump ao comentar a relação entre os dois países, reforçando o discurso de endurecimento contra o governo venezuelano.





