Ações integradas em todo o país resultaram em centenas de prisões, apreensão de drogas, armas e bloqueio milionário de bens

Por Karol Peralta
A 3ª Operação Renorcrim, realizada entre os dias 24 de novembro e 5 de dezembro de 2025, causou um prejuízo estimado de R$ 355 milhões ao crime organizado em todo o Brasil. A ação contou com a participação da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio do Dracco, e envolveu operações simultâneas coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A ofensiva mobilizou todas as Polícias Civis do país, com foco no enfrentamento às organizações criminosas, especialmente na descapitalização financeira dos grupos investigados. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos ficaram sob responsabilidade do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), unidade especializada da Polícia Civil de MS.
De acordo com os dados consolidados da operação, os resultados atingiram diretamente a estrutura operacional do crime. Ao todo, foram realizadas 603 prisões, além da apreensão de 202 armas de fogo, incluindo oito fuzis, e o recolhimento de mais de 14 mil munições.
A ofensiva também retirou cinco toneladas de drogas de circulação e resultou na apreensão de 387 veículos e mais de 21 mil bens, que somam aproximadamente R$ 79 milhões. Outro ponto central da operação foi o bloqueio judicial de valores, que chegou a R$ 838 milhões, sendo R$ 196 milhões já efetivamente bloqueados.
Segundo a avaliação da Senasp, a integração entre as forças policiais estaduais foi decisiva para alcançar resultados expressivos, sobretudo no enfraquecimento financeiro das facções criminosas, considerado um dos principais eixos no combate ao crime organizado no Brasil.
A Operação Renorcrim faz parte de uma estratégia nacional de repressão qualificada, que prioriza ações coordenadas, inteligência policial e atuação simultânea para ampliar o impacto das investigações e reduzir a capacidade de atuação das organizações criminosas.





