Suspeito confessou que levaria a carga para Mogi das Cruzes; operação do Choque flagrou droga escondida em material de reciclagem

Por Karol Peralta
Um motorista de caminhão, de 44 anos, foi preso por tráfico de drogas após confessar que havia sido contratado para transportar mais de 2,3 toneladas de maconha até Mogi das Cruzes (SP). O flagrante aconteceu na tarde desta segunda-feira (8) em um lava-jato usado como depósito de entorpecentes no Bairro Estrela Dalva, em Campo Grande.
Elismar Cavalcante da Silva, 44 anos, foi detido em flagrante no momento em que equipes do BPChoque chegaram ao imóvel na rua Camila, onde funcionava um lava-jato que servia como ponto de armazenamento de grande quantidade de maconha. No local, também foram presos Wesley Adriano Cubilha Braz, 32 anos, Henrique Vieira Alves, 20 anos, e Mayckon Vinicius Diniz Brites, 25 anos.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais receberam denúncia sobre movimentação suspeita no galpão. Ao chegarem, encontraram o portão aberto e visualizaram diversas caixas e sacos contendo tabletes de maconha, alguns já abertos. Também havia um caminhão estacionado de ré, com o compartimento de carga aberto e carregado com vidro triturado, onde a droga estava escondida em meio ao material de reciclagem.
Ao perceberem a aproximação das equipes, Mayckon e Henrique tentaram fugir pelos fundos do imóvel, mas foram contidos. Wesley foi abordado quando saía do galpão, enquanto Elismar e outro homem permaneceram no interior do terreno.
Em depoimento, Elismar assumiu ser o responsável pelo caminhão e confessou que havia sido contratado para transportar o entorpecente até Mogi das Cruzes, no interior paulista. Já o homem que estava com ele afirmou ser apenas usuário e acabou liberado.
Wesley, por sua vez, relatou que estava parado com o carro quando foi abordado por um homem pedindo informação sobre onde comprar marmita. Por ser motorista de aplicativo, ofereceu-se para fazer a corrida por R$ 20 e, ao entregar a comida no endereço indicado, acabou surpreendido pela ação policial.
Mayckon e Henrique optaram por permanecer em silêncio durante o depoimento. Ao todo, foram apreendidas 2,381 toneladas de maconha, que foram encaminhadas à Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico).
O caso foi registrado como tráfico de drogas na Depac Cepol.





