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Brasil avalia incorporar medicamento injetável de longa duração para prevenção do HIV no SUS

Padilha destaca prioridade em ampliar acesso a novas tecnologias e discute transferência de tecnologia para produção nacional

Por Karol Peralta

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que novas estratégias de prevenção ao HIV, incluindo medicamentos de longa duração, são prioridade para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas está o lenacapavir, remédio injetável que pode revolucionar a prevenção, mas que ainda aguarda registro sanitário no Brasil.

Durante o lançamento da campanha “Nascer sem HIV, viver sem aids”, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que o país trabalha para ampliar o acesso a novas tecnologias de prevenção, especialmente o lenacapavir, um medicamento aplicado a cada seis meses e que representa uma mudança significativa na Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).

O lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica Gilead, ainda não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mesmo assim, segundo Padilha, o governo já participa de estudos clínicos e busca transferência de tecnologia para garantir produção nacional no futuro. Ele destacou que o remédio apresentou altos índices de eficácia contra a infecção pelo HIV, superando a atual estratégia preventiva, baseada em comprimidos orais diários.

Padilha afirmou que a intenção do governo é negociar condições acessíveis. A empresa oferece preços reduzidos para países de renda muito baixa, mas nações de renda média — como o Brasil — ficaram excluídas desse modelo, o que impede acesso imediato.
O ministro classificou como “impraticável” o valor sugerido para venda, já que o custo nos Estados Unidos chega a US$ 28 mil por pessoa ao ano.

Representantes da sociedade civil, como Carla Almeida, da Articulação Nacional de Luta contra a Aids, defendem que o Brasil considere licenciamento compulsório caso não haja avanço em acordos de transferência tecnológica.


Prevenção e tratamento no Brasil avançam, mas desafios persistem

A política de prevenção ao HIV no Brasil evoluiu para além da distribuição de preservativos. Hoje, conta com ferramentas como PrEP e PEP, que reduzem os riscos antes e depois da exposição ao vírus. O Ministério também investe em estratégias voltadas ao público jovem, incluindo a distribuição de camisinhas texturizadas e sensitivas — ao todo, 190 milhões de unidades de cada modelo.

O país ampliou o acesso à PrEP: desde 2023, o número de usuários cresceu mais de 150%, chegando a 140 mil pessoas. O SUS também expandiu a oferta de testes, comprando 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis e distribuindo 780 mil autotestes em 2024.

No tratamento, mais de 225 mil brasileiros utilizam o comprimido único de lamivudina + dolutegravir, combinação considerada de alta eficácia e melhor adesão.

Esses avanços aproximam o Brasil das metas globais 95-95-95, que preveem diagnóstico, tratamento e supressão viral para a maioria das pessoas vivendo com HIV.


Redução de mortes e possível reconhecimento internacional

O boletim divulgado nesta segunda-feira mostra que o Brasil registrou queda de 13% nas mortes por Aids entre 2023 e 2024, passando de pouco mais de 10 mil para 9,1 mil óbitos — o menor número em três décadas. Os casos também tiveram leve redução de 1,5%.

Outro avanço significativo é o combate à transmissão vertical (de mãe para bebê). O país aguarda o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda em dezembro, consolidando-se como o maior país do mundo a eliminar essa forma de transmissão como problema de saúde pública.

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