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Necessidade de financiamento do Governo Geral cai 12,2% em 2024, aponta IBGE

Arrecadação cresce mais que despesas e reduz endividamento necessário para fechar as contas públicas

Por Karol Peralta

O Governo Geral que reúne União, estados e municípios precisou de R$ 741,3 bilhões para cobrir suas despesas em 2024, segundo estudo divulgado pelo IBGE. O valor, conhecido como necessidade de financiamento líquida, representa queda de 12,2% em relação ao ano anterior, refletindo crescimento maior da arrecadação em comparação às despesas.

O levantamento Estatísticas de Finanças Públicas e Conta Intermediária de Governo, elaborado em parceria com o Tesouro Nacional e o Banco Central, mostra quanto o setor público precisou se endividar no ano passado para fechar as contas já considerando os gastos com juros da dívida.

De acordo com o relatório, a necessidade de financiamento se distribui da seguinte forma:

  • Governo Central: R$ 670,3 bilhões
  • Estados: R$ 55,5 bilhões
  • Municípios: R$ 15,5 bilhões

O Governo Central engloba, além do Executivo federal, os poderes Legislativo e Judiciário, estatais dependentes, Previdência Social e demais órgãos da administração direta e indireta.

Arrecadação cresce mais que despesas

O estudo aponta que a redução da necessidade de financiamento está associada ao aumento nominal de 12,7% das receitas, ante crescimento de 8,5% nas despesas.

Dentro da expansão das receitas:

  • a arrecadação de impostos subiu 16,3%;
  • as contribuições sociais cresceram 8,2%.

Pelo lado das despesas, os benefícios previdenciários e assistenciais maior componente do gasto público avançaram 6%, com destaque para os benefícios assistenciais de idade e invalidez, que tiveram alta de 18,2%.

Juros pesam no orçamento público

Em 2024, o Governo Geral desembolsou R$ 971 bilhões com pagamento de juros da dívida pública, volume equivalente a 52% de todo o gasto nacional com benefícios previdenciários e assistenciais (R$ 1,9 trilhão).

O relatório reforça que as maiores fatias de receitas e despesas continuam concentradas no Governo Central, responsável pela maior parte do fluxo financeiro da administração pública brasileira.

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