Ministro do STF se reúne com autoridades fluminenses para apurar detalhes da Operação Contenção, a mais letal da história do estado, e reforça medidas de preservação das provas

Por Karol Peralta
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes realiza, nesta segunda-feira (3), uma série de reuniões no Rio de Janeiro para colher informações sobre a Operação Contenção, ação policial que deixou 121 mortos na última terça-feira (11). Moraes é o relator temporário da ADPF das Favelas, processo que estabelece regras para reduzir a letalidade policial no estado.
Pela manhã, Moraes se reuniu com o governador Cláudio Castro e com integrantes da cúpula da Segurança Pública do Rio, no Centro Integrado de Comando e Controle. Nenhum dos participantes falou com a imprensa após o encontro.
À tarde, o ministro tem reuniões agendadas com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo; o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira; o defensor público-geral, Paulo Vinícius Cozzolino Abrahão; e o prefeito Eduardo Paes.
Moraes assumiu a relatoria temporária da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, após a aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso. A ação, proposta em 2019, fixa parâmetros para o uso da força em operações policiais no Rio e busca reduzir mortes e violações de direitos humanos em comunidades.
No domingo (2), o ministro determinou a preservação rigorosa e integral de todos os elementos materiais relacionados à Operação Contenção, que é considerada a incursão policial mais letal da história do estado. A decisão busca evitar a destruição de provas e garantir transparência na apuração dos fatos.
A Operação Contenção, realizada na zona norte do Rio, contou com a participação de forças estaduais e federais e resultou em confrontos que deixaram 121 mortos, entre suspeitos e civis. O episódio gerou forte repercussão nacional e reabriu o debate sobre o uso da força policial, principalmente em áreas de alta vulnerabilidade social.
Alexandre de Moraes permanecerá responsável pela ADPF das Favelas até que um novo ministro seja nomeado para o Supremo Tribunal Federal.





