SEU ANÚNCIO AQUI E AGORA!

TODO ESSE ESPAÇO PODE SER SEU!

Megaoperação no Rio de Janeiro deixa mais de 130 mortos e se torna a mais letal da história do estado

Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, resultou em 128 civis e 4 policiais mortos, além de apreensão de armas, prisões e caos urbano.

Foto: CNN Brasil

Por Karol Peralta

A megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, resultou em mais de 130 mortes, consolidando-se como a operação mais letal da história do estado. Segundo a Defensoria Pública do Rio, 128 civis e 4 policiais morreram, enquanto ativistas e moradores afirmam que dezenas de corpos foram retirados por cidadãos durante a madrugada, em contraste com o saldo oficial anterior de 64 mortos divulgado pelo governo.

O que aconteceu na Operação Contenção

A Operação Contenção mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, incluindo o Bope, com o objetivo de combater a expansão do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra lideranças e membros da facção. Entre os alvos, 30 criminosos de outros estados, principalmente do Pará, estavam escondidos nas comunidades.

O dia da operação foi marcado por intensos tiroteios e uso de tecnologia tanto pela polícia quanto pelos criminosos, que chegaram a arremessar bombas via drone. A ação contou com dois helicópteros, 32 blindados e 12 veículos de demolição, além de drones de monitoramento.

Segundo o governo, o saldo oficial incluiu 64 mortos, 60 suspeitos e 4 policiais (dois civis e dois militares do Bope). 81 pessoas foram presas, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, operador financeiro do CV na Penha e braço direito do chefe da facção, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca” ou “Urso”.


Impactos e apreensão de armas

A operação também resultou na retenção de 93 fuzis, número recorde que superou quase todas as apreensões mensais registradas no estado. Moradores relatam cenas de caos urbano, com escolas fechadas, unidades de saúde paralisadas e linhas de ônibus com itinerários desviados.

Drones policiais flagraram criminosos fortemente armados fugindo pela mata da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, em fila indiana. O episódio evidencia a escalada da violência urbana e o uso de tecnologia pelas facções criminosas, tornando a operação histórica e altamente impactante.


Reações e contexto social

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro atualizou o número de mortos para mais de 130, incluindo vítimas civis não contabilizadas oficialmente. Ativistas e moradores alertam para a gravidade da ação, enquanto autoridades defendem o caráter preventivo e repressivo da operação.

A megaoperação evidencia desafios estruturais de segurança pública, controle de armas e integração das forças policiais, além de colocar em debate direitos civis, proteção de civis e estratégias de combate ao crime organizado.

Compartilhe esta postagem:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

contato@mspantanalnews.com.br