Relatório do Banco Mundial aponta expansão econômica do Brasil superior à região, enquanto Argentina e Guiana se destacam e Bolívia enfrenta recessão

Por Karol Peralta
O Brasil deve registrar expansão de 2,4% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, superando a média projetada para a América Latina e Caribe (2,3%), segundo o mais recente relatório econômico do Banco Mundial divulgado nesta terça-feira (7).
Projeções do PIB brasileiro
O Banco Mundial prevê as seguintes taxas de crescimento para o Brasil:
- 2025: 2,4%
- 2026: 2,2%
- 2027: 2,3%
Essas estimativas são superiores às projetadas pelo Banco Central (2% em 2025 e 1,5% em 2026) e ao mercado financeiro, conforme o Boletim Focus (2,16% em 2025 e 1,8% em 2026). O Ministério da Fazenda apresenta projeções mais próximas, com alta de 2,3% em 2025 e 2,4% em 2026. Em 2024, o PIB brasileiro avançou 3,4%.
América Latina e Caribe: panorama regional
Para os 29 países da região, o Banco Mundial projeta crescimento de 2,3% em 2025 e 2,5% em 2026, mantendo a tendência do relatório anterior de junho. Entre os destaques:
- Guiana: 11,8% em 2025, 22,4% em 2026 e 24% em 2027, impulsionada pelo setor petrolífero na Margem Equatorial.
- Argentina: 4,6% em 2025 e 4% em 2026, em recuperação econômica após dois anos de contração.
- Bolívia: queda de -0,5% em 2025, -1,1% em 2026 e -1,5% em 2027.
O relatório aponta que a região apresenta o crescimento mais lento entre as regiões globais, devido a fatores externos e internos. Entre os externos, destacam-se a desaceleração da economia global e a queda no preço das commodities, que impactam exportadores como Brasil, Chile, Venezuela e Bolívia. Internamente, a política monetária restritiva, baixo nível de investimentos e limitações fiscais contribuem para o ritmo lento da economia.
Desafios e recomendações do Banco Mundial
O Banco Mundial ressalta a necessidade de reformas estruturais para estimular o crescimento. Entre as medidas recomendadas estão:
- Melhoria da educação em todos os níveis e fortalecimento das universidades e institutos de pesquisa;
- Integração do setor acadêmico com o setor privado;
- Aprofundamento dos mercados de capitais e facilitação da gestão de riscos em inovação e empreendedorismo;
- Reformas em infraestrutura, regulação, concorrência e política tributária.
Segundo o relatório, enfrentar essas questões é fundamental para que a América Latina e o Caribe superem os desafios de baixo crescimento e fortaleçam o desenvolvimento sustentável da região.
“Esses desafios apenas reforçam a relevância da agenda de reformas voltadas ao crescimento econômico, educação e inovação”, afirmam os economistas do Banco Mundial.





