Operação Rotas da Madeira no Sertão de Pernambuco apreende 2.043 m³ de madeira ilegal, com apoio do IBAMA e UNODC, protegendo a Amazônia e reforçando o Plano AMAS

Por Karol Peralta
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou a maior apreensão de madeira ilegal do país durante a operação Rotas da Madeira, realizada no Sertão de Pernambuco, entre os dias 17 e 31 de agosto. Ao todo, foram retirados de circulação 2.043 m³ de madeira, transportados por 39 caminhões, volume suficiente para construir mais de 700 telhados de casas populares.
Irregularidades e crimes ambientais
Durante a operação, os agentes identificaram diversas irregularidades: divergência na espécie e no volume declarados, falta de documentação ambiental e fiscal, além do transporte de espécies proibidas de comercialização.
As infrações configuram crime de vender, ter em depósito, transportar ou guardar madeira sem licença válida, com pena de seis meses a um ano de detenção e multa. Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) foram emitidos para os responsáveis pelo transporte irregular.
Equipes e apoio internacional
A operação contou com a atuação integrada da PRF de Pernambuco, Brasília, Piauí e Maranhão, com apoio de agentes do IBAMA, da Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH), do Indea-MT e do UNODC. A iniciativa antecede a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).
Riscos à Amazônia
O comércio ilegal de madeira compromete áreas nativas da Amazônia Legal, prejudicando o meio ambiente e desestabilizando o comércio legal, já que o produto clandestino é vendido abaixo do preço de mercado.
Balanço de 2024
No ano passado, a PRF apreendeu 36.547 m³ de madeira clandestina em todo o Brasil. Em 2025, até o momento, já foram 19.173 m³, sendo 2.982 m³ apenas em Pernambuco, que intensificou a fiscalização devido à proximidade com cinco estados. A madeira apreendida é encaminhada aos órgãos ambientais e doada a instituições beneficentes, científicas e de ensino.
Plano AMAS e soberania amazônica
O Plano AMAS (Amazônia: Segurança e Soberania), criado em julho de 2023, busca combater o crime organizado, desmatamento ilegal e outros crimes ambientais na Amazônia Legal. O plano integra forças de segurança federal e estaduais, utilizando tecnologias como imagens de satélite e o projeto Ouro Alvo, que rastreia a origem do ouro ilegal.
Financiado pelo Fundo Amazônia, o plano tem como foco modernização normativa, governança e equipagem das instituições, fortalecendo a fiscalização e a proteção ambiental em todo o país.
A operação Rotas da Madeira demonstra a importância do trabalho conjunto entre órgãos de segurança e ambientais, reforçando a soberania amazônica, combatendo o desmatamento ilegal e protegendo o meio ambiente para as próximas gerações.





