Lula recebe medalhistas do Mundial de Ginástica Rítmica e celebra feito histórico do Brasil no Rio 2025

Presidente destacou a importância do Bolsa Atleta, celebrou as duas pratas inéditas conquistadas pela seleção de conjunto e reforçou investimentos para o futuro da ginástica rítmica no Brasil.

Por Karol Peralta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto, em Brasília, as atletas brasileiras que conquistaram duas medalhas inéditas no Mundial de Ginástica Rítmica Rio 2025, realizado no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. O encontro contou também com a presença da treinadora da seleção de conjunto, Camila Ferezin, do presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Henrique Motta, e do diretor-geral da entidade e presidente do Comitê Organizador do Mundial, Ricardo Resende.

A seleção de conjunto, formada por Maria Eduarda Arakaki (capitã), Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves, subiu duas vezes ao pódio e garantiu ao Brasil suas primeiras medalhas na história da competição: duas pratas que marcaram um divisor de águas para o esporte.

Conquista histórica

A primeira medalha veio no sábado (23), com o segundo lugar no conjunto geral, somando apresentações nas fitas e na série mista (três bolas e dois arcos). O Brasil conquistou 55.250 pontos, atrás apenas do Japão, que levou o ouro com 55.550.

No domingo (24), a seleção voltou ao pódio com mais uma prata, desta vez na final da série mista. Embaladas pelo clássico sertanejo “Evidências”, as brasileiras alcançaram nota 28.550, apenas 0.100 atrás da campeã Ucrânia, em sua maior pontuação já registrada em competições internacionais.

Reconhecimento presidencial

Lula comemorou o feito inédito e fez questão de destacar o impacto dos investimentos públicos no resultado.

“Estou feliz da vida porque eu posso dizer: nunca antes na história do Brasil a gente tinha ganhado uma medalha na ginástica rítmica. A medalha de vocês significa muita dedicação. Valeu a pena o sacrifício, o esforço das treinadoras e o apoio do governo. Vocês mostraram que o Brasil pode competir de igual para igual com as melhores do mundo”, disse o presidente.

Ele também ressaltou o papel do Programa Bolsa Atleta, que hoje beneficia cerca de 9.700 esportistas.

“Nós vamos continuar fortalecendo esse programa, porque cabe ao governo criar as condições para que vocês possam disputar com americana, russa, alemã, polonesa ou francesa”, completou Lula.

Orgulho e visibilidade

A capitã do time, Maria Eduarda Arakaki (Duda), agradeceu o reconhecimento e destacou a importância da visibilidade.

“Ser recebidas pela maior autoridade do país significa muito. Nosso esporte está ganhando destaque e mostrando que pode transformar vidas. Além da conquista histórica, é uma oportunidade de agradecer pelo apoio, já que grande parte da nossa seleção é beneficiária do Bolsa Atleta.”

A treinadora Camila Ferezin também enfatizou o esforço coletivo:

“Trabalhamos duro, houve investimento e não tem nada melhor do que voltar agora com essa medalha e sermos reconhecidas da melhor forma, pelo presidente do Brasil.”

Investimentos e legado

O Ministério do Esporte destinou R$ 2 milhões ao Mundial do Rio, considerado o maior da história em público, número de países (78) e de atletas (mais de 650). Desde 2012, os investimentos na ginástica brasileira somam R$ 17,2 milhões, aplicados em equipamentos, treinamento e competições internacionais.

Em maio de 2025, o governo reinaugurou o Centro Nacional de Treinamento de Ginástica Rítmica, em Aracaju (SE), após modernização que incluiu a climatização do ginásio, um pedido antigo das atletas.

Além disso, a modalidade foi contemplada com R$ 1,9 milhão via Lei de Incentivo ao Esporte, garantindo a manutenção de 29 centros de treinamento pelo país.

Próximos passos

O sucesso do Mundial no Rio abriu portas para novas competições no Brasil. Segundo Ricardo Resende, a CBG já trabalha para sediar, em 2026, cinco Pan-Americanos de ginástica e, após 2028, solicitar a realização da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica e até mesmo um Mundial de Ginástica Artística.

Enquanto isso, a seleção brasileira de ginástica rítmica segue sua preparação, fortalecida pelo apoio governamental e pela inspiração de um feito que entrou para a história do esporte nacional.

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