Fazendeira nega grilagem de terras da União em MS e diz que áreas pertencem à família há décadas

Elizabeth Peron Coelho é investigada pela PF por suposta grilagem de terras no Pantanal, mas afirma que propriedades são herança familiar com documentação legal.

Por Karol Peralta

Elizabeth Peron Coelho, fazendeira do Mato Grosso do Sul, negou as acusações de grilagem de terras da União feitas pela Polícia Federal. Ela é uma das investigadas na operação que apura fraudes envolvendo a transferência de propriedades situadas no Pantanal do Rio Negro, dentro do Parque Estadual.

Segundo a Polícia Federal, as terras supostamente transferidas de forma irregular seriam áreas devolutas da União – ou seja, terras públicas sem posse reconhecida. No entanto, Elizabeth afirma que as propriedades em questão pertencem à sua família “há muitos anos” e que possui documentos que comprovam a posse legítima das mesmas.

📄 De acordo com o advogado André Borges, representante dos herdeiros de Magno Coelho – pai de Elizabeth –, a investigação envolve duas propriedades contíguas que faziam parte da Fazenda Redenção, localizada no Pantanal do Rio Negro. A área original ultrapassava 30 mil hectares, e 5 mil hectares foram transferidos ao empresário Mário Maurício Vasquez Beltrão, da empresa Toposat Ambiental Ltda.

🔍 O advogado afirma que essas áreas haviam sido desapropriadas pelo Estado para criação de um parque ambiental, mas que nenhuma indenização foi paga. Diante disso, Elizabeth contratou Beltrão para cuidar dos trâmites administrativos necessários para garantir o ressarcimento. O pagamento pelos serviços prestados teria sido realizado parcialmente em dinheiro e com a transferência de duas glebas da Fazenda Redenção.

📌 “O único suposto crime de Elizabeth, como representante da empresa, foi declarar que a família sempre exerceu a posse da propriedade”, disse Borges, que contesta a acusação de falsidade ideológica.

👮‍♀️ A Polícia Federal deflagrou operação com 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Campo Grande e 1 em Rio Brilhante. Entre os alvos estão empresários, fazendeiros e servidores públicos. A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente (Semadesc), também foi inspecionada, e os agentes recolheram documentos, notebooks e celulares.

⚖️ A suspeita é de que servidores públicos tenham recebido propina para fraudar títulos de terra em benefício de terceiros, como no caso da Toposat Ambiental. A investigação aponta Mário Beltrão como o principal favorecido.

🗣️ Para a defesa, a operação foi excessiva. “Busca e apreensão foi um ato violento e desnecessário, considerando o fato, o perfil dela e o histórico de ficha limpa. Um simples ofício da PF esclareceria tudo”, concluiu o advogado.

📍 O caso segue sob investigação da Justiça Federal, com desdobramentos esperados nos próximos dias.

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