
Acordo entre Brasil e Chile digitaliza processos, reduz custos e acelera exportações em setores como alimentos, máquinas e indústria automotiva.
Por Karol Peralta
A partir desta sexta-feira (2), Brasil e Chile entram em uma nova fase na modernização do comércio exterior com o início dos testes para implantação do Certificado de Origem Eletrônico (COE). A iniciativa representa um marco na digitalização dos processos de exportação e importação entre os dois países, substituindo os certificados em papel por um sistema totalmente eletrônico, seguro e eficiente. A implementação definitiva está prevista para 3 de junho.
O projeto é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e tem como objetivo principal reduzir custos, eliminar burocracia e acelerar a emissão de documentos, beneficiando diretamente exportadores brasileiros — especialmente pequenas e médias empresas.
Atualmente, o processo de emissão do certificado pode levar até 48 horas. Com o COE, esse tempo será reduzido para cerca de duas horas, além de representar uma economia de até 95% nos custos operacionais relacionados ao processo. “Estamos promovendo maior eficiência, segurança e agilidade nos processos, o que beneficia diretamente nossas empresas”, afirmou a Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Benefícios diretos ao comércio e à indústria nacional
A adoção do Certificado de Origem Eletrônico com o Chile é uma medida concreta de facilitação comercial, que fortalece a integração econômica com um dos principais parceiros sul-americanos do Brasil. Em 2024, o comércio bilateral superou US$ 10 bilhões, com destaque para os setores de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, automotivo e plásticos.
O COE também garante maior segurança e confiabilidade por meio de assinaturas digitais, que asseguram a autenticidade e a integridade dos documentos, reduzindo o risco de fraudes e facilitando a verificação alfandegária.
Sustentabilidade e alinhamento com práticas internacionais
Além da modernização e eficiência, o fim da documentação física também representa um avanço em termos de sustentabilidade e integração regional. O projeto está alinhado com as melhores práticas internacionais e contribui para a redução do uso de papel, além de facilitar o intercâmbio de dados entre os sistemas aduaneiros dos dois países.
A expectativa é que o COE também incentive maior adesão das empresas brasileiras aos benefícios tarifários previstos no Acordo de Livre Comércio vigente com o Chile, ampliando a inserção do Brasil no mercado internacional com mais competitividade.
A iniciativa reforça o compromisso do governo brasileiro com a digitalização dos processos comerciais, a redução da burocracia e o fomento à indústria nacional, ao mesmo tempo em que fortalece os laços estratégicos com parceiros regionais.





